Estabilização da margem direita do Mondego já tem visto para avançar

O Tribunal de Contas concedeu o visto ao contrato assinado pelo presidente da Câmara Municipal (CM) de Coimbra, Manuel Machado, a 17 de maio, para a estabilização da margem direita do Rio Mondego entre a Ponte de Santa Clara e o Açude-Ponte de Coimbra, que representa um investimento superior a sete milhões de euros. A obra será executada pelo agrupamento Opway Engenharia S.A./Construtora do Infantado – Sociedade de Construções, Lda., vencedor de um concurso público internacional, dispondo para o efeito de um prazo de 540 dias. O valor global do investimento da CM Coimbra para potenciar o usufruto do Rio Mondego já ascende a 20 milhões de euros.

Vai avançar a empreitada de estabilização dos muros da margem direita do rio Mondego, um investimento de 7.101.023,33 euros (c/IVA), que terá comparticipação europeia de 85%, através do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos (POSEUR), no âmbito do quadro comunitário de apoio ‘Portugal 2020’, assegurando a CM Coimbra a contrapartida nacional (15%).

A empreitada inclui a execução dos muros de contenção na margem direita do rio e a requalificação das Av. Cidade de Aeminium e Emídio Navarro nas faixas confinantes com o rio. Acresce a estabilização, recuperação e criação de estruturas de contenção da margem direita do rio entre a ponte de Santa Clara e o Açude-Ponte de Coimbra, que apresentam atualmente troços de preocupante pré-ruína e degradação. O espaço público confinante também será requalificado.

A CM Coimbra tem já em curso várias empreitadas para fomentar a relação da cidade com a zona ribeirinha e para potenciar a valorização do Rio Mondego, num investimento global superior a 20 milhões de euros.

Desde logo, o desassoreamento do leito do rio (4.031.139,59 euros, c/IVA), a ampliação e requalificação dos edifícios de restauração do Parque Verde do Mondego, popularmente conhecidas como “docas” (824.620,26 euros, c/IVA) e a construção da nova ponte na Praia Fluvial de Palheiros e Zorro (579.916,63 euros, c/IVA), todas em fase de execução.

A requalificação do Parque Manuel Braga está em concurso público, com um preço base de 4.545.530 euros (a que acresce IVA à taxa legal em vigor), tendo sido aprovado pelo executivo camarário a 17 de julho; um mês antes o executivo aprovou, também, a abertura do concurso público da empreitada “Ciclovia de Coimbra – Coimbra B/Vale das Flores/Portela”, que representa um investimento de cerca de dois milhões de euros e prevê a implementação de 14.500 metros de ciclovia, a acrescentar aos 2930 euros já existentes, o que perfaz um total de cerca de 18km de ciclovia.

Por sua vez, a nova via que ligará a Fernão de Magalhães e a Padre Estevão Cabral (Interface Intermodal Coimbra Norte – 1ª Fase) foi adjudicada, em fins de novembro, pelo valor de 517.273,70 euros (c/ IVA).

No Rebolim está a ser melhorado o acesso ao Rio Mondego e realizada a limpeza de vegetação, de lixeiras e de outros detritos sobrantes da antiga extração de areias.

Já a nova ponte pedonal e ciclável sobre o Mondego, encastrada a montante do tabuleiro inferior do Açude-Ponte, entrou em funcionamento em setembro de 2017 e representou um investimento de 646.906,91 euros (c/IVA).

Estão ainda previstas outras obras no Mondego, mas neste caso a cargo da Agência Portuguesa do Ambiente, em articulação com a CM Coimbra, com vista à reabilitação do leito periférico direito (também chamado Rio Velho) e a requalificação do leito e dos diques do leito central, a jusante do Açude-Ponte, bem como a limpeza das margens e do próprio rio, cujos cálculos provisórios apontam para custos da ordem dos dois milhões de euros.