«A Malta do 23 na Grande Guerra» eternizada em livro que celebra o centenário do armistício

O Núcleo de Coimbra da Liga dos Combatentes acolheu, esta tarde, no âmbito das Comemorações do Centenário do Armistício, a sessão de apresentação do livro «A Malta do 23 na Grande Guerra», da autoria do major Jorge Costa Carvalho. A obra pretende eternizar, através da publicação de fotografias inéditas, o Regimento de Infantaria n.º 23, de Coimbra, que participou na I Grande Guerra Mundial. O encontro contou com a presença da vereadora da Cultura da Câmara Municipal (CM) de Coimbra, Carina Gomes.

Este é um livro que “contribui para perpetuar a memória histórica da cidade, e para não deixar esquecer o que aconteceu há 100 anos, não aqui, mas no Mundo”, salientou Carina Gomes, numa alusão à mensagem do presidente da CM Coimbra, Manual Machado, que integra o livro «A Malta do 23 na Grande Guerra».

Segundo a vereadora da Cultura da CM Coimbra, este livro contribui também “para que não se cometam os mesmos erros do passado (…), porque a história tem tendência para ser cíclica”. Carina Gomes acrescentou que tendo em conta o panorama atual “é bom que nos lembremos das guerras que tivemos no Mundo no passado, e que todos contribuamos para que elas não se repitam”, concluiu a vereadora, agradecendo o convite e felicitando a Liga dos Combatentes pelo lançamento do livro que conta com  o apoio da autarquia.

Esta obra tem origem, segundo o Núcleo de Coimbra da Liga dos Combatentes, num conjunto de caixas de papelão da Sociedade Anónima de Placas e Papéis Fotográficos dos Irmãos Lumiére, descobertas na Rua da Sofia, na sede da Liga dos Combatentes. Através dos inúmeros negativos de vidro observados, foi possível identificar dezenas de fotografias que mostram o quotidiano dos soldados do Batalhão 23. Uma descoberta que veio despertar o estudo da memória e da narrativa dos portugueses neste conflito. 

O Dia do Armistício é uma comemoração do fim simbólico da Primeira Guerra Mundial, a 11 de novembro de 1918, e este ano o aniversário é bem redondo, pois passam 100 anos sobre a efeméride.