CM Coimbra avança com requalificação do Edifício Chiado

O presidente da Câmara Municipal (CM) de Coimbra, Manuel Machado, assinou, ontem, o auto de consignação da empreitada de manutenção e reparação do Museu Municipal – Edifício Chiado, que visa conservar a sua identidade arquitetónica, preservar o seu espólio e permitir o seu funcionamento com qualidade e conforto. A intervenção incide, essencialmente, em trabalhos de pintura e restauro do alçado principal, de beneficiação da claraboia e de fornecimento e aplicação de um novo soalho no rés-do-chão. A empreitada fica a cargo da empresa Ramalpombeiro, Construções, Lda., que venceu o procedimento, e representa um investimento de 104.271,95 euros (IVA incluído).

Manuel Machado começou por recordar que o Edifício Chiado, agora Museu Municipal, já foi um espaço “de armazém, de fábrica e até de abandono”, acrescentando que na década de 70 o edifício começou a ser intervencionado na denominada “Operação Chiado”, um movimento criado pelos cidadãos de Coimbra que levou a autarquia a adquirir o prédio e a criar ali um espaço de cultura. O autarca sublinhou que ao longo do tempo o Museu Municipal – Edifício Chiado tem tido uma utilização intensa dos conimbricenses e seus visitantes, acolhendo diversas iniciativas de elevadíssimo valor cultural.

“A Câmara Municipal não desiste de preservar o património e no âmbito das operações de reabilitação urbana foi desencadeada esta empreitada”, frisou Manuel Machado.

O presidente da CM Coimbra explicou ainda que “por motivos de segurança” durante a execução dos trabalhos “o museu estará encerrado ao público”.

O Edifício Chiado, classificado como imóvel de interesse público, situa-se em zona pedonal, numa das principais artérias da Baixa de Coimbra. O edifício foi objeto de uma profunda intervenção em 1992 e, desde então, têm sido realizadas obras de manutenção e remodelação. A mais recente ocorreu em 2001, com o objetivo de adaptar o espaço para melhor usufruto da “Coleção Telo de Morais”, que começou a ser rececionada em 1998. Dezassete anos depois, e tendo em conta a normal degradação do edifício, acentuada pelos últimos invernos rigorosos, verificou-se a necessidade de se proceder a uma nova intervenção de manutenção e reparação do espaço.

O objetivo desta empreitada é manter e reparar o edifício, de modo a conservar a sua identidade arquitetónica, preservar o espólio que dispõe e permitir o seu funcionamento com qualidade e conforto.

Uma intervenção que vai incidir em quatro pontos essenciais: o alçado principal, a cobertura, o pavimento do rés-do-chão e o portão lateral da Galeria Almedina. O alçado principal encontra-se envelhecido, sendo necessário proceder ao seu restauro incluindo rebocos, serralharias e molduras em madeira. O trabalho essencial neste alçado principal é o de pintura, já que se encontra em relativo bom estado, com pontuais áreas deterioradas. Também a cobertura necessita de obras de manutenção, concretamente ao nível da platibanda frontal e da claraboia central. Já o pavimento em tábuas de soalho, que nunca foi substituído, será alvo de intervenção, intervir numa perspetiva não intrusiva e de forma a reforçar a capacidade resistente do soalho atual, prevendo-se então, a aplicação sobre este, de soalho novo, tratado e envernizado. Por último, o portão de entrada lateral, em ferro forjado e vidro, será reparado e tratado com proteção anticorrosiva e pintura de acabamento.