Exposição “Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra” dá a conhecer para se conseguir amar

O presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Manuel Machado, inaugurou esta manhã a exposição “Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra - História, Memória, Marcas no território”, que estará patente na Sala da Cidade dos Paços do Município até 27 de outubro. “Escolhemos para a celebração do Dia da Cidade, e para os próximos tempos, dar a conhecer aspetos da cidade para os quais muitas vezes olhamos, mas não vemos. «Para conseguir amar é necessário conhecer»”, salientou o autarca, citando o Prof. Fernandes Martins.

O presidente da CMC, Manuel Machado, ladeado pelo presidente da Assembleia Municipal de Coimbra, Fernando Luís Marinho, e pelas vereadoras da CMC, Carina Gomes e Regina Bento, entre outros dos que contribuíram para o erguer desta iniciativa, inaugurou oficialmente a exposição “Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra - História, Memória, Marcas no território”.

“Aceitámos este desafio de darmos a conhecer território que por vezes pisamos, mas que não associamos ao seu valor profundo, à sua natureza e ao que ele significa”, destacou Manuel Machado, salientando, ainda, a importância deste local [Santa Cruz] “para a identidade de Coimbra e para as caraterísticas especiais dos portugueses e da língua portuguesa”.

Segundo o presidente da CMC, “o local onde estamos é onde se fundou Portugal como Estado-Nação”, porque o conceito de capital iniciou-se por “este território e nestes edifícios”, sendo Santa Cruz, por isso, “marcante”. “Existem marcos de Santa Cruz desde aqui até ao limite do condado Portucalense antigo e até na heráldica da cidade e nos selos de correio”, salientou o edil.

Manuel Machado lançou ainda um desafio a todos os conimbricenses para visitarem a exposição, na certeza de que ficarão “surpresos por verem aquilo para onde têm olhado, muitas vezes, sem conseguirem ver realmente (…) o significado das pedras”.

Esta exposição define como principal objetivo resgatar do esquecimento o extenso programa construtivo projetado pelos crúzios para o vale da ribela, que se iniciaria a partir de 1131, com o lançamento da primeira pedra da igreja e terminaria, abruptamente, com o decreto do regime liberal, em 1834.

Através da visita ao projeto expositivo, na Sala da Cidade [o Refeitório da reforma renascentista], é possível perceber o que resta hoje do extraordinário conjunto de edifícios construídos e reformados ao longo do tempo. A maquete que integra a exposição pretende visualizar o território ocupado pela Quinta de Santa Cruz, que permitiu, a partir de 1834, elaborar o ambicioso plano municipal dando início à construção de uma cidade moderna.

Esta exposição contou com a colaboração de Margarida Relvão Calmeiro, Fernando Couto, Nelson Correia Borges, Marco Daniel Duarte, Maria de Lurdes Craveiro, Rui Lobo, Walter Rossa e Inês Parreira, para além dos serviços municipais. As fotografias expostas são da autoria de Pedro Medeiros, Rui Gonçalves Morenos, arquivo municipal e também do arquivo da Universidade de Coimbra. Carolina Narciso, da Escola Superior de Educação de Coimbra, foi a responsável pelo design da maquete.

A Sala da Cidade acolhe a exposição até ao próximo dia 27 de outubro e a entrada é livre.