Rede Artéria estreia-se em Coimbra com o espetáculo “Sofia, Meu Amor!”

O projeto Artéria foi hoje apresentado, na Oficina Municipal de Teatro, pelo seu coordenador artístico, o Teatrão. Trata-se de uma rede de programação cultural que, durante dois anos, vai criar e fazer circular espetáculos nos oito concelhos da Região Centro que a integram: Coimbra, Belmonte, Figueira da Foz, Fundão, Guarda, Ourém, Tábua e Viseu. O primeiro espetáculo vai estrear em Coimbra, no dia 30 de junho, precisamente numa das principais artérias da cidade, a Rua da Sofia. Chama-se “Sofia, Meu Amor!” e “centra-se na relação desta rua com todos os que a habitam e a frequentam”, explicou a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Carina Gomes, durante a apresentação desta manhã.

A Rede Artéria, coordenada artisticamente pelo Teatrão, junta artistas convidados com entidades de cada um dos municípios, desde Câmaras Municipais, às instituições académicas, aos agentes culturais, com o objetivo de criar e partilhar espetáculos, que são apresentados em espaços patrimoniais e equipamentos culturais representativos.

A vereadora da Cultura da CMC não tem dúvida da importância do projeto e, por isso mesmo, a “Câmara Municipal de Coimbra associou-se à iniciativa desde o primeiro momento”, pela sua génese, salientou. Carina Gomes saudou o Teatrão pela coragem de envolver tantas entidades num projeto arrojado que, destacou, “tem por objetivo reforçar a coesão territorial e diminuir as assimetrias” e que resulta num “programa artístico qualificado e multidisciplinar”. “É uma mais-valia na produção cultural e pedagógica de todos os municípios que a integram”, acrescentou a vereadora.

Carina Gomes falou ainda do espetáculo de Coimbra, que estreia a 30 de junho, mas será desvendado, numa espécie de “teaser”, dia 24 de junho, num ensaio aberto no âmbito do Sons da Cidade. “Chama-se ‘Sofia, Meu Amor!’ e centra-se na relação desta rua [da Sofia] com todos os que a habitam e a frequentam”, avançou, destacando “o valor histórico, cultural arquitetónico e artístico” da Rua da Sofia, que é classificada como Património Mundial pela UNESCO. Um espetáculo realizado pela companhia Trincheira Teatro, que envolve “atores profissionais, alunos, estudantes de várias áreas, residentes, comerciantes, o Jazz ao Centro, o Centro de Artes Visuais, a Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra”, avançou Isabel Craveiro, adiantando que “estão bem mais de 100 pessoas envolvidas” só neste espetáculo de Coimbra. 

A equipa coordenada pelo Teatrão estudou os oito municípios que integram a Rede, percebeu o que cada um pretendia e iniciou o processo de criação artística. A ideia é produzir um espetáculo em cada um dos municípios e fazê-lo passar por outros três, em itinerância. “O que circula não são só os espetáculos, são as cidades”, considerou, por isso, Isabel Craveiro, na conferência de apresentação do projeto.

Uma forma de aproximar os municípios que compõem esta rede através da criação artística, de fortalecer os laços, de reforçar a união no território, dinamizando-o culturalmente. A Rede Artéria é, assim, um projeto inovador, que “se propõe a olhar a Região de uma forma diferente”, afirmou a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Ana Abrunhosa. Um projeto que contou com um investimento de 632 mil euros, 60% financiado por fundos comunitários e os outros 40% pelos municípios que o integram, explicou.

Depois do espetáculo de Coimbra, outros se seguem, estando já agendadas as apresentações na Guarda, no dia 7 de julho, Ourém, no dia 15 de julho, e Belmonte, no dia 22 de julho.

A apresentação de hoje contou também com a intervenção da vice-reitora da UC, Clara Almeida Santos, do diretor do Centro de Estudos Sociais (CES) da UC, António Sousa Ribeiro, da diretora regional de Cultura do Centro, Celeste Amaro, e dos representantes de autarquias e de outras instituições que compõem a Rede Artéria.