Esculturas de Pedro Figueiredo até 27 de maio no Convento São Francisco

O Convento São Francisco (CSF) tem patente, até ao próximo dia 27 de maio, uma exposição temporária promovida pela Câmara Municipal de Coimbra (CMC), dedicada ao trabalho artístico do escultor Pedro Figueiredo, que integra obras de escultura, estudos realizados para obras de arte pública e um filme documentário que explora o universo criativo e os processos de trabalho do artista. A mostra, que ocupa o Welcome Center, o corredor e várias salas do CSF, foi inaugurada ontem à tarde, pelo escultor e pelo presidente da CMC, Manuel Machado. A entrada é gratuita.

“A minha intervenção é para cumprimentar-vos, mas também para agradecer ao nosso escultor, Pedro Figueiredo, o facto de podermos usufruir em Coimbra, mais uma vez, da arte que ele nos propicia pela sua criatividade e pelo seu trabalho”, afirmou o presidente da CMC, elogiando o trabalho do jovem escultor. “As peças escultóricas que o Pedro Figueiredo escolheu estão instaladas em todo este conjunto do Convento São Francisco. A visita é merecida e justifica-se plenamente”, acrescentou.

Um dos destaques da exposição é a apresentação do estudo para a escultura Cindazunda, numa abordagem ao processo criativo e de produção desta peça, cujo produto final foi instalado na Praça do Arnado na sequência das obras de requalificação. “O Arnado era um problema antigo e hoje é uma praça belíssima da nossa cidade. E para ela ser assim, o essencial foi o trabalho do nosso escultor Pedro Figueiredo”, referiu Manuel Machado, do discurso que proferiu antes da visita à mostra de arte.

“Esta peça é um estudo para a Cindazunda e vocês sabem a polémica que deu no verão, mas aqui está, como podem ver, podem tocar, afinal existe, afinal é de Coimbra, foi oferecida à Câmara Municipal de Coimbra, com muito gosto”, referiu, por sua vez, Pedro Figueiredo, fazendo questão de mostrar também “as mãos da Cindazunda”. “Se quiserem ver ao perto como são, são exatamente aquelas, mas claro que estas são em gesso, as outras são em bronze”, explicou o escultor, que iniciou o seu discurso com agradecimentos à CMC, ao CSF, aos autores dos textos, João Mendes Rosa e António Pedro Pita, aos seus colaboradores, às pessoas presentes e aos apreciadores da sua arte, aos amigos e à família.

Pedro Figueiredo nasceu na Guarda, a 22 de outubro de 1974, mas atualmente vive e trabalha em Coimbra. É licenciado em Escultura e fez o mestrado em Artes Plásticas na Escola Universitária das Artes de Coimbra, ARCA – EUAC. O seu trabalho tem sido apresentado em diversas exposições, individuais e coletivas, em Portugal e no estrangeiro. “É num espaço vazio que nós fazemos o diálogo entre a escultura e o criador da obra de arte. Ou seja, eu acredito muito na magia da obra de arte e no que consegue fazer a um espaço vazio. Quando nós estamos a observar uma peça, existe uma energia entre nós e ela que não se vê, mas se sente”, disse o escultor, sobre a sua arte.

A exposição, que evoca o imaginário mítico que envolve a princesa Cindazunda e os seus múltiplos sentidos na história e simbologia da cidade, está patente até ao dia 27 de maio no CSF e poderá ser visitada diariamente, das 15h00 às 20h00.