Arranca hoje a Anozero’17 – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra

A Anozero’17 – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra foi hoje inaugurada, numa sessão que decorreu na Sala da Cidade, nos Paços do Município, e que contou com as intervenções do presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Manuel Machado, do secretário de Estado da Cultura, Miguel Honrado, do reitor da Universidade de Coimbra (UC), João Gabriel Silva, do diretor do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), Carlos Antunes, e do curador-geral, Delfim Sardo.

Manuel Machado, que abriu a sessão, recordou que, com a primeira edição da Anozero, em 2015, organizada pelo CAPC, pela CMC e pela UC, “a nossa cidade revigorou o seu caminho para se tornar uma referência no mundo da Arte Contemporânea”. “Afinal, uma bienal só é verdadeiramente uma bienal na sua segunda edição e esta concretizou-se e merece continuar”, realçou o presidente da CMC.

“Dinamizar a fileira de atividades que cruzam a produção cultural, o turismo e as indústrias criativas numa cidade património da UNESCO é, precisamente, uma das prioridades do atual Executivo para o ciclo autárquico que agora se inicia”, salientou Manuel Machado, acrescentando que “a Anozero e outros eventos de elevada qualidade artística não poderiam ter um melhor enquadramento no quadro da política cultural municipal – a qual tem como fito a candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura em 2027”.

O presidente da CMC não tem dúvidas que, com a Bienal de Arte Contemporânea, Coimbra se “tornou uma cidade melhor”, na medida em que “lhe foi permitido refletir sobre ela própria, sobre o seu património, sobre a sua história, sobre a sua modernidade”. “Divulgar o notável património cultural de Coimbra e contribuir para uma mais significativa integração da cultura artística contemporânea no quotidiano da cidade, dos seus cidadãos e dos seus visitantes”, foi o principal propósito da edição de 2015, que se mantém atual para 2017, constatou.

Manuel Machado concluiu a sua intervenção expressando o seu agradecimento aos parceiros na organização desta atividade e, também, “em nome da cidade”, manifestou reconhecimento “a todos os artistas participantes, bem como aos voluntários e obreiros que, generosa e dedicadamente, tornaram possível a realização da Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra”.

Esta segunda edição da Anozero, que hoje se inicia e prolonga até 30 de dezembro, tem como tema “Curar e Reparar” e conta com 34 artistas, entre os quais estão os reconhecidos Louise Bourgeois, Jimmie Durham, William Kentridge e Julião Sarmento. Este evento irá ocupar, entre outros espaços, o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, o Colégio das Artes, a Maternidade Bissaya Barreto ou a antiga Igreja do Convento São Francisco.

Nesta edição da bienal, em que a CMC investe cerca de 75 mil euros, todas as exposições são gratuitas (com exceção das obras instaladas em espaço do circuito turístico da Universidade de Coimbra), sendo que poderão ser visitadas numa ordem aleatória, tirando as obras no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, onde existe um circuito predefinido.

A bienal, organizada em conjunto pelo CAPC, CMC e UC, tem um orçamento de 325 mil euros, sendo que grande parte do investimento (230 mil euros) surge do projeto apoiado por fundos comunitários "Lugares Património Mundial do Centro".

Na sessão de abertura da Anozero estiveram também presentes os vereadores da CMC, Carina Gomes, Carlos Cidade e Madalena Abreu, a vice-reitora da UC, Clara Almeida Santos, a embaixadora da África do Sul em Portugal, Mmamokwena Gaoretelelwe, a diretora da Direção Regional de Cultura do Centro, Celeste Amaro, a vereadora da Câmara Municipal da Batalha, Liliana Moniz, a vice-presidente do Tribunal da Relação de Coimbra, Olga Maurício, e a curadora Luiza Teixeira de Freitas. Estiveram ainda presentes, em representação oficial, membros da Brigada de Intervenção e da Unidade de Apoio do Quartel-General da BrigInt.