Exposição de pintura de Carlos Godinho inaugura dia 16 de março na Casa Municipal da Cultura

A exposição de pintura “# m@is.registus – outros traços com manchas em superfícies mudas”, que reúne trabalhos de Carlos Godinho, é inaugurada no próximo dia 16 de março, sexta-feira, pelas 18h00, na Galeria Ferrer Correia, na Casa Municipal da Cultura.

Trata-se de uma exposição de pintura cujos trabalhos levam o visitante a uma compreensão remota do surrealismo português.

A exposição estará patente até ao dia 12 de abril de 2018, com entrada livre, de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 19h30; ao sábado, das 11h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00; encerrando aos domingos e feriados.

Sobre a exposição

Em cada uma das superfícies fixa-se um enigmático discurso, que melhor se entende após uma observação mais cuidada, refere o artista plástico. Cada tela é como um capítulo solto de uma obra em constante revisão. Apetece dizer que cada trabalho apenas se encontra encerrado depois de analisado pelo observador, tendo em conta o momento e o diálogo travado entre ambos. Mais do que isso, entende Carlos Godinho, será imaginar que são #m@is.registus, de outros traços com manchas de superfície que mudam e dialogam constantemente com o crítico. Sem margem para o silêncio. À primeira visualização outras se seguem e daí outras análises podem surgir.

Sendo uma exposição essencialmente figurativa contém profundas raízes no surrealismo ou, em pequenos apontamentos, no fantástico, abrindo uma janela para o risco imaginário do autor. Existe, por isso, um procurar constante de alternativas, tanto no campo mental como visual.

Carlos Godinho (d)escreve de forma simples e alternativa a mensagem a interpretar. É uma descoberta constante. #m@is.registus, considera o autor, não é mais que trazer para o real as partes mais complexas do nosso imaginário, sejam aquelas que advêm de uma parte mais intimista ou das outras mais inconscientes.

Os visitantes podem ir para além daquilo que cada texto pode dizer, pois o essencial é mesmo a interpretação de cada um.

Sobre o autor

Carlos Godinho nasceu em S. Lourenço de Mamporcão (Estremoz) tendo-se dedicado, numa primeira fase, à pintura de cartazes e catálogos, à ilustração de capas de livros e a um bom número de colaborações jornalísticas e radiofónicas.

Licenciado em Ensino na variante de Educação Visual, pela Escola Superior de Educação de Portalegre, frequentou a Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e é Mestre em Sociologia, pela Universidade de Évora. Tem comissariado exposições de outros artistas plásticos portugueses, em diversos espaços, na cidade de Estremoz.

As suas obras percorreram várias cidades portuguesas, de norte a sul e ilhas. Espanha, França, Inglaterra, Estados Unidos, Itália, Brasil e o Japão acolheram, também, exposições deste artista plástico.

Carlos Godinho conta com mais de uma centena de exposições individuais e coletivas no seu percurso artístico, de entre as quais se destaca a presença na III Bienal de Porto Santo, em 2009, como artista convidado. Participou na exposição de lançamento de Cáceres Capital da Cultura 2016, na Exposicion Artistas Plásticos de la Raya III, em Cáceres e no Encontrartes, mostra de artistas surrealistas portugueses. Em 2014, na grande exposição sobre a lusofonia “6 Continentes”, que passou por mais de 60 cidades. No ano de 2015 integra a exposição das Comemorações do Dia de Portugal, em Newark, com a exposição “Fado” e é o artista convidado da exposição das Comemorações dos 150 Anos da Cruz Vermelha Portuguesa.

Destaque, ainda, para a participação na MIAB – Madeira International Art Biennal – Portugal, em 2012, 2016 e 2017, estando entre um conjunto de artistas de notoriedade nacional e internacional.

Em 2017 marca presença na grande exposição ART-MAP, em Braga, e realiza três grandes exposições: na Galeria de Sant'Ana (Leiria), na Galeria Best'Bid (Lisboa) e no Convento de São Francisco (Santarém).

Conta com vários prémios: uma menção honrosa, atribuída em 2015, na Ilha da Madeira; um segundo prémio, atribuído em 2016, no Sardoal; uma Medalha de Prata em Setúbal; uma menção honrosa, em Oeiras; um terceiro prémio em Lisboa. Mais recentemente obteve um terceiro prémio atribuído pela Associação de Artes das Caldas da Rainha.

Está representado em organizações públicas (museus, bancos, câmaras municipais e institutos públicos) e em coleções particulares, nacionais e estrangeiras.