| Mata da Escola Superior Agrária de Coimbra |
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Situada nas freguesias de São Martinho do Bispo e de Santa Clara, em pleno vale da Ribeira dos Covões, afluente da margem esquerda do Rio Mondego. O espaço da Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), também designado por Quinta do Bispo ou Quinta de S. Martinho, é possuidor de um importante património histórico-cultural. A Mata da Escola Superior Agrária de Coimbra revela ao visitante uma grande diversidade florística, reflexo das variadas condições edafo-climáticas presentes. O património natural é constituído por vários biótopos de elevado valor ecológico. Estes bosques albergam também uma diversidade de flora e fauna riquíssima, cuja importância é elevada no contexto local e regional. Nos inventários florísticos realizados na mata foram identificadas mais de duas centenas de espécies de plantas vasculares. Além da elevada biodiversidade da mata é, ainda, de salientar a presença de diversos taxa com valor para a conservação, como é o caso da norça-preta (Tamus communis), espécie endémica da Península Ibérica, do abrunheiro-bravo (Prunus spinosa), endemismo de Portugal Continental, da viçosa gilbardeira (Ruscus aculeatus) e da Scrophularia grandiflora subsp. grandiflora, ambas presentes no Anexo B-V da Directiva Habitats.
A Quinta do Bispo é um dos pulmões mais importantes de Coimbra, constituindo um dos seus principais espaços de lazer, para além da riqueza florística e faunística, oferece aos seus visitantes cenários paisagísticos de grande qualidade, trilho de natureza na mata de quercíneas, espaço museológico, património classificado, parque de merendas, contacto com a Ciência e acções de educação e sensibilização ambiental. Os bosques da Mata da Escola Superior Agrária de Coimbra albergam também uma diversidade de flora e fauna riquíssima, cuja importância é elevada no contexto local e regional. Nos inventários florísticos realizados na mata foram identificadas mais de duas centenas de espécies de plantas vasculares.
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| Particularidades da Escola Superior Agrária de Coimbra - Quinta do Bispo |
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A Quinta do Bispo possui um importante património edificado, composto por construções do final do século XIX e início do século XX, nomeadamente o edifício da secretaria, o picadeiro, o apiário, o antigo laboratório, o antigo edifício das aulas, o lagar e as instalações pecuárias que incluem vacariça, aviário de exposição e pombal.
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| Coruja-das-torres (Tyto alba) |
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Também os edifícios são utilizados como local de nidificação das aves. A andorinha-dos-beirais (Delichon urbica) utiliza os beirais dos edifícios mais antigos para aí construir os seus ninhos, enquanto que a andoriha-das-chaminés (Hirundo rustica) e a coruja-das-torres (Tyto alba) nidificam no interior dos estábulos.
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| Árvores notáveis - Cantofeira (Cinnamomum camphora) |
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No espaço da Escola é ainda possível admirar algumas árvores notáveis, como a canforeira (Cinnamomum camphora), planta originária da Ásia Oriental, situada perto da Casa da Direcção, entre a linha-férrea e o rio Mondego, que se supõe ter trezentos anos, e uma sequóia (Sequoia sempervirens) localizada no amplo espaço verde situado entre a Casa do Bispo e o Chalé do Bicho-da-Seda.
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| As Aves - Pica-pau-malhado-grande (Dendrocopos major) |
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A fauna é abundante e diversificada, distribuindo-se pelos diferentes biótopos da ESAC. Na mata de quercíneas é possível observar o gaio (Garrulus glandarius), o pica-pau-malhado-grande (Dendrocopos major) e a trepadeira-comum (Certhia brachydactyla). |
| Cavalos Lusitanos e garça-boieira (Bubulcus ibis) |
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Ao longo deste percurso é possível apreciar a eguada de cavalos lusitanos com os seus potros, sempre seguidos de perto pelas garças-pequena-branca (Egretta garzetta) e pelas garças-boieira (Bubulcus ibis) na esperança de capturarem os insectos afugentados. |
| A flora - Carvalho Português ou Cerquinho (Quercus faginea subsp. broteroi) |
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Relíquia da nossa floresta natural, que no passado terá recoberto parte da região centro, bem como as encostas de Santa Clara e de S. Martinho do Bispo. Ocorre predominantemente em bosques e pré-bosques mesofíticos ou hidrofíticos, quase sempre caducifólios. Trata-se de uma espécie espontânea em Portugal, ocorrendo da Beira-Litoral ao Algarve, sobretudo em terrenos calcários e meios ripícolas. Distinguem-se dos outros por terem folhagem tipicamente marcescente, passando pouco tempo sem folhas, por estas serem tardiamente caducas. As folhas são alternas, simples elípticas ou ovadas, com as margens ligeiramente dentadas ou lobadas. Podem atingir 20 m de altura, a copa é arredondada e pode atingir 30 m de diâmetro. Este carvalho pode apresentar bugalhos resultantes da infestação de rebentos por ovos dum insecto. Estes bugalhos são ricos em tanino, substância com aplicação na indústria e na terapêutica.
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| Percurso MARGEM ESQUERDA - Escolha na imagem abaixo os ponto chave do percurso |
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Links úteis
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