Manuel Machado apresentou maquete da ponte pedonal definitiva para a praia fluvial de Palheiros e Zorro

A maquete da futura ponte pedonal definitiva da praia fluvial de Palheiros e Zorro foi hoje apresentada, pelo presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado, e pelo presidente da Junta de Freguesia de Torres do Mondego, Paulo Cardoso. A apresentação decorreu após a cerimónia de homenagem, com o descerramento de um busto, ao antigo autarca das Torres do Mondego Firmino Victor. 

Carlos Cidade, Francisco Queirós e Paulo Leitão, vereadores da autarquia, Manuel Oliveira, presidente da Junta de Freguesia dos Olivais, Jorge Veloso, presidente da União das Freguesias de São Martinho do Bispo e Ribeira de Frades, Fernando Abel, presidente da União das Freguesias de Eiras e São Paulo de Frades, familiares do homenageado, entre muitas outras pessoas, também marcaram presença na homenagem a Firmino Victor.

“Associamos a esta homenagem justa, anunciando-vos (…) a ponte que se espera agora resistente para permitir a travessia pedonal entre as duas margens do Mondego”, afirmou Manuel Machado, salientando que, “ao fazermos isto, estamos também a homenagear a memória de todos os que se empenharam neste objetivo, todos os que o reclamaram (…) e destaco também do Firmino Victor”. 

Segundo Manuel Machado, “para além das pessoas, o Firmino Victor era um apaixonado pelas margens do Mondego”, tendo lutado, das mais variadas formas, para as unir. Foi graças ao seu “empenhamento pessoal” que hoje existe a praia fluvial de Palheiros e Zorro. O presidente da CMC espera agora “que durante este mês (…) seja lançado o concurso público para a concretização [da futura ponte definitiva]. É um modesto contributo que damos em homenagem a um homem que admirámos, de quem fomos amigos, de cujo convívio beneficiámos e é também uma forma de essa homenagem continuar a ser útil à comunidade. É uma maneira boa de fazer perdurar a memória deste nosso estimado amigo Firmino Victor”.

A nova ponte pedonal, cujo custo deverá rondar meio milhão de euros, permitirá a travessia do Rio Mondego a peões e bicicletas, em condições de perfeita segurança durante todo o ano. A dimensão dos acessos à ponte e a sua relação com os arruamentos que a ela conduzem permitem ainda, em situação excecional, a utilização da futura obra de arte por veículos ligeiros de emergência, com um acesso que será controlado através da instalação de barreiras dissuasoras de trânsito amovíveis. 

Serão adotados materiais e soluções construtivas similares ao existente na envolvente. A implantação da nova ponte foi cuidadosamente estudada por forma a garantir uma boa inserção em ambas as margens do rio e uma boa relação de cota, procurando minimizar o impacto, sobretudo na margem esquerda, onde a ponte e os acessos se elevam em relação à envolvente. A cota definida para o tabuleiro da ponte é determinada pela cota de cheia centenária e margem de segurança. 

A ponte pedonal proposta assenta numa estrutura treliçada de perfis de aço que se desenvolve entre dois maciços de acesso de betão armado, localizados nas margens, e com quatro pilares intermédios também de betão armado. A ponte terá assim três tramos com idêntica secção transversal e dois de remate, em consola, junto às margens. A dimensão dos vãos será de cerca de 10 metros junto às margens e três vãos de aproximadamente 40 metros, para um total de 145 metros entre apoios. 

O tabuleiro da ponte, com pendente inferior a 2%, une a cota 30,00 do acesso da margem direita à cota 27,30 da margem esquerda. A secção transversal tem 3,50 m de largura e 3,50 de altura, tendo o tabuleiro 2,50 m de largura. O pavimento será em chapa galvanizada perfurada.

Dos quatro pilares, dois implantam-se no leito do rio. A sua localização foi cuidadosamente estudada e definida por forma a minimizar o impacto no curso de água e, em simultâneo, garantir vãos economicamente viáveis para a estrutura da ponte e viabilidade do investimento. 

Os pavimentos das duas rampas de acesso serão em betão, tendo as pendentes sido estudadas por forma a garantir a acessibilidade a pessoas com mobilidade condicionada. A criação da ponte irá garantir a possibilidade de circulação de peões e bicicletas em segurança. 

A intervenção proposta pretende promover a utilização de meios alternativos de mobilidade e assegurar acessibilidade para todos. Neste contexto, espera-se que a construção da ponte tenha um impacto positivo na valorização ambiental local, não se prevendo, mesmo na fase de obra, um impacto ambiental negativo. Em termos paisagísticos, a ponte irá permitir uma aproximação das margens, assim contribuindo para a fruição das duas margens valorizando o local.

CMC associa-se à homenagem a Firmino Victor

A memória de Firmino Victor, ficará, a partir de hoje, para sempre perpetuada na praia fluvial de Palheiros e Zorro. O antigo presidente da junta, que faleceu quando era membro da Assembleia de Freguesia, em 2015, foi hoje homenageado, com o descerramento de um busto. 

Manuel Machado, presidente da CMC, Paulo Cardoso, presidente da Junta de Freguesia das Torres do Mondego, e familiares do homenageado descerraram o busto, que perpetuará a memória do antigo autarca.

“Perder a memória é perder o futuro e, quando um de nós parte, é importante que os vindouros tenham um registo, uma mensagem, um sítio onde olhar e perguntar-se por que é que está aqui Firmino Victor”, afirmou o presidente da CMC, caracterizando o homenageado como um “cidadão, autarca, amigo solidário, homem íntegro, de palavra honrada, e empenhado em fazer o bem comum sem olhar a quem”.

Firmino Victor nasceu a 2 de março de 1949, na freguesia de Torres do Mondego, nas Carvalhosas. Foi tesoureiro no mandato de 1980 - 1982 e 2006 – 2009, e presidente nos mandatos de 1986 - 1989, 1990 - 1993, 1994 - 1997, 1998 - 2001 e 2006 - 2009.