Manuel Machado aponta empresa municipal como solução mais provável para a gestão do CSF

O modelo de gestão do Convento São Francisco (CSF) foi um dos temas abordados, hoje, na conferência de imprensa de balanço de um ano de atividade do CSF, que decorreu no Café-Concerto do CSF, logo após a inauguração do novo parque de estacionamento do complexo. O presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Manuel Machado, considerou que a criação de uma empresa municipal será a “solução mais adequada” para a gestão do CSF. “A minha opinião é que a solução poderá ser criar uma empresa municipal que se ocupe deste espaço”, avançou o autarca, esclarecendo, contudo, que essa questão “ainda está em avaliação”.

“É a solução que vejo como mais adequada, mas ainda está em avaliação. O conjunto de procedimentos para instituir uma empresa municipal tem graus de responsabilidade, de exigências, de documentação, tem várias entidades que intervêm, está sujeita, no limite, ao Tribunal de Contas. Não queremos desencadear nenhuma operação precipitada, de que nos venhamos depois a arrepender”, afirmou o presidente da CMC, defendendo que “seria muito prejudicial para Coimbra, se este equipamento tivesse um período de hesitações”. “Uma vez o caminho traçado, já não há regresso”, considerou o autarca, explicando que, para que tal não suceda, é necessário que o caminho seja feito com prudência.

“É essa a ideia que está mais consolidada, mas para se avançar para uma decisão desse âmbito implica um conjunto de estudos, porque isso é condicionado hoje pelas leis em vigor, que estamos a acompanhar”, acrescentou ainda o edil, recordando que “houve uma ligeira abertura, uma melhoria, na Lei do Orçamento de Estado 2017”. “A minha opinião é a de que a solução poderá ser criar uma empresa municipal que se ocupe deste espaço, mas é necessário documentar tudo muito cuidadosamente, muito rigorosamente, avaliar o potencial de uma empresa municipal face ao risco que existe”, referiu Manuel Machado.

“Mas, naturalmente, preferimos a hipótese de criação de uma empresa municipal, até porque já temos experiência com este modelo e também por essa recente abertura das leis que regulam esta matéria”, concluiu o presidente da CMC.