Homenagem a Zeca Afonso a 26 de maio de 1983 no Parque de Santa Cruz (Jardim da Sereia)

No próximo dia 23 de fevereiro assinalam-se os 30 anos da morte de Zeca Afonso. A Câmara Municipal de Coimbra recorda um espetáculo, promovido pelo Município e pelo Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra, integrado nas III Jornadas de Cultura Popular organizadas pelo GEFAC. O espetáculo realizou-se a 26 de maio de 1983 e, no seu decurso, o músico foi distinguido com a Medalha de Ouro da Cidade de Coimbra. 

1.ª parte

GEFAC e grupos de música tradicional (Brigada Victor Jara, “Sementes” e “Vai de Roda”

2.ª parte

CELUC; Coro Misto da Universidade de Coimbra; Orfeon Académico da Universidade de Coimbra; Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra (CITAC); Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC); Tuna 

3.ª parte

Quarteto de Guitarras (António Pinho Brojo, António Portugal, Aurélio Reis, Luís Filipe, Zeca Afonso acompanhado por Rui Pato, Luís Marinho, António Bernardino e António Portugal). 

Intervenção de Mendes Silva (Presidente da Câmara Municipal de Coimbra) na homenagem prestada pela Câmara Municipal de Coimbra: Entrega da Medalha de Ouro da Cidade a Zeca Afonso.

Intervenção de António Portugal, um dos mais antigos companheiros de cantigas e de lutas de José Afonso, autor da proposta de atribuição da Medalha de Ouro da Cidade (votada, por unanimidade, em Assembleia Municipal de 4 de fevereiro de 1983). Salientou no discurso que fez em palco: “Esta cidade, para quem és um filho muito querido, não te esquece.”

Intervenção de Luís Parreirão (presidente da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra).

Espetáculo a que afluíram milhares de admiradores e amigos que o cantautor tinha em Coimbra, a quem sublinhou: “Estou comovido pela participação popular que vejo neste recinto. Estou grato de ver os meus velhos amigos de Coimbra. Eles fazem parte da minha vida, assim como esta cidade, que foi para mim palco de coisas muito importantes e decisivas, nomeadamente, a luta contra as autoridades, que tiveram lugar especialmente na Universidade. Nessa altura fazia as minhas opções ideológicas”.

“Fico contente com esta festa, mas se ela tiver um carácter combativo, fico ainda mais satisfeito”.

“Quero estar ao vosso lado, ao lado da vossa luta. Ter-me-eis sempre à vossa disposição, quando necessitardes e solicitardes a minha presença”.

[citações da edição de 28-5-1983, do “Diário de Coimbra”]