Primeiro-ministro lançou hoje concurso para o Sistema de Mobilidade do Mondego

O primeiro-ministro presidiu à cerimónia de lançamento do concurso público para a empreitada do primeiro troço do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), que decorreu esta manhã, em Miranda do Corvo. António Costa considerou que o Governo colocou fim ao impasse acumulado ao longo de quase uma década no antigo ramal da Lousã com o lançamento do concurso para a instalação de um sistema de metrobus. "Foi necessário definir um modelo de transporte, mas mais importante do que isso foi essencial garantir o financiamento da solução aqui prevista", disse o líder do Governo, que em dezembro incluiu a obra na reprogramação dos fundos comunitários do Portugal 2020.

Presentes na sessão estiveram, também, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, os presidentes da CM Coimbra, Manuel Machado, CM de Miranda do Corvo, Miguel Baptista, CM da Lousã, Luís Antunes, o secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme W. d’Oliveira Martins, e o presidente da Infraestruturas de Portugal, António Laranjo, entre outras personalidades.

O SMM prevê a instalação de autocarros elétricos (metrobus) entre Serpins (Lousã) e Coimbra, com uma linha urbana até ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, numa extensão total de 42 quilómetros e um investimento estimado de 125 milhões de euros.

O concurso lançado hoje para o troço suburbano representa um investimento de 25 milhões de euros. A empreitada deverá estar concluída no prazo de 15 meses após a adjudicação, prevendo-se que o sistema de transportes comece a funcionar de forma faseada a partir de 2021.

Para António Costa, o SMM é também o "melhor projeto que se adapta à revitalização da cidade de Coimbra, porque esta solução [metrobus] tem a vantagem de não ficar às portas da cidade, pode entrar no miolo e ajudar à revitalização do conjunto da cidade".

Por seu turno, o ministro Pedro Marques disse que a opção por autocarros elétricos privilegia a descarbonização e “serve melhor” as populações do que o transporte ferroviário. “Conseguimos!”, começou por afirmar, realçando que esta empreitada do SMM avança em resultado de “um processo extremamente difícil e complexo”, mas que já “não volta atrás”.

“Estamos a rasgar caminho novo de enorme complexidade técnica”, disse, para frisar que o Governo, as autarquias e demais intervenientes no processo fizeram esforços para que a solução fosse “compreendida pela população”. “Esta é uma mobilidade limpa, uma mobilidade do futuro”, acentuou Pedro Marques.

“Agora vai!”. Foi assim que Manuel Machado respondeu à interpelação dos jornalistas à margem da cerimónia. “O que foi aqui tornado público é o resultado de um trabalho longo, que levou demasiado tempo, mas que só agora tem condições efetivas de ser executado”, acrescentou o autarca, referindo-se à recente reprogramação do Portugal 2020 que mobilizou verbas para esta empreitada.

O presidente da autarquia de Coimbra salientou ainda que no âmbito deste processo está prevista, também, a reabilitação da Estação Velha (Coimbra B), “que tem de passar a ser uma verdadeira estação ferroviária”.