Mosteiro de Santa Clara-a-Nova REVIVE e parte fica afeta à Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra

O executivo da Câmara Municipal (CM) de Coimbra aprovou, na sua reunião de ontem, uma proposta de colaboração da CM Coimbra com o Estado Português e o Turismo de Portugal, I.P., no âmbito do programa REVIVE, para a requalificação e aproveitamento turístico e cultural do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova. O protocolo de colaboração prevê os termos e as condições de afetação de uma parte do edifício à instalação, funcionamento e realização da Anozero – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra.

Em setembro de 2016, o Governo lançou o programa REVIVE, numa iniciativa conjunta dos ministérios da Economia, da Cultura e das Finanças. Um programa que tem como principal objetivo promover a requalificação e o aproveitamento turístico de um conjunto de imóveis do Estado com valor arquitetónico, patrimonial, histórico e cultural que se encontram inativos. O programa foi apresentado oficialmente em Coimbra, no Convento São Francisco, no Dia Mundial do Turismo, e o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova foi um dos edifícios escolhidos para integrar o conjunto inicial de imóveis a recuperar, tendo sido visitado nessa ocasião.

A autarquia tem, por isso, realizado várias reuniões de trabalho com diversas entidades, desde ministérios a secretarias de Estado, estando também envolvidas neste processo a Direção Geral do Património Cultural, a Direção Geral do Tesouro e das Finanças e o Turismo de Portugal, I.P. Reuniões essas que contribuíram para a realização da proposta que esteve em análise na reunião do executivo municipal e que estabelece a participação do Município de Coimbra no processo de requalificação e aproveitamento turístico e cultural do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, bem como os termos e as condições de afetação de uma parte do edifício à instalação, funcionamento e realização da Anozero, cuja missão é contribuir para a reflexão sobre espaços patrimoniais, tendo sido inicialmente inspirada pela classificação da Universidade de Coimbra, Alta e Sofia como Património Mundial da UNESCO.

Recorde-se que a 2ª edição da Anozero, em 2017, teve grande parte do seu programa expositivo no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, numa ação concertada entre as entidades organizadoras – Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, CM Coimbra e Universidade de Coimbra – e as entidades competentes do Estado. Desde então, a organização da Anozero manifestou a intenção de manter parte do edifício do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova como local expositivo e sede operacional da Bienal nas várias reuniões de trabalho que realizou com os representantes das entidades do Governo, no âmbito do REVIVE.

A proposta que foi aprovada define, assim, um conjunto de condições e obrigações de cada entidade para a concretização do REVIVE, tendo em conta que a requalificação do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, associada à concretização de um projeto turístico e cultural, contribui de forma decisiva para a valorização do território do Município de Coimbra. A CM Coimbra propôs, ainda, a celebração de um protocolo de colaboração com Estado Português e o Turismo de Portugal, I. P.