Congresso em Coimbra celebra 30 anos da Associação Portuguesa de Infeção Hospitalar

A vereadora da Saúde da Câmara Municipal (CM) de Coimbra, Regina Bento, participou, esta manhã, na sessão de abertura do Congresso “Infeção: prevenção e controlo”, que assinala os 30 anos da Associação Portuguesa de Infeção Hospitalar (APIH) e está a decorrer na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. Regina Bento elogiou “o trabalho realizado pela APIH” e a “dedicação de todos os profissionais a esta problemática, que infelizmente ainda hoje mantém números expressivos e está entre as mais relevantes causas de morte em Portugal”. A vereadora focou ainda a importância da CM Coimbra ter criado o pelouro da Saúde e das autarquias irem assumir novas competência nesta área de intervenção.

“Li que, em Portugal, morrem 12 pessoas por dia devido a infeções hospitalares. É um número assustador”, salientou a vereadora da CM Coimbra, justificando que, muitas vezes, não há certezas da causa da morte – se pela patologia com que foram internados ou se por terem contraído uma bactéria resistente aos antibióticos – mas a prevenção e controlo das infeções hospitalares é, cada vez mais, uma prioridade. “É importante qualquer avanço nesta matéria”, defendeu Regina Bento, elogiando, por isso, o trabalho da APIH, a quem deu os parabéns pelos 30 anos de existência.

Regina Bento referiu, ainda, ser uma honra estar presente na sessão de abertura do congresso enquanto responsável pelo pelouro da Saúde da CM Coimbra, “que não é usual existir nos municípios e que foi criado no início deste mandato, por este executivo, precisamente pela necessidade de priorizar esta área de intervenção municipal, pelo impacto que tem na vida dos cidadãos”, defendeu. “E, aos poucos, vamos dando passos importantes nesta área”, acrescentou, dando conta da recente adesão de Coimbra, por exemplo, à Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis.

“Estamos cientes que o caminho passa por aqui, por promover a saúde e a qualidade de vida dos cidadãos. Esta tem de ser – e felizmente acho que cada vez mais o é – uma prioridade na agenda dos decisores políticos locais”, acrescentou ainda Regina Bento, considerando que um sinal disso é o processo de descentralização de competências para as autarquias que está em curso. “Pese embora o diploma sectorial da saúde ainda não estar publicado, a Lei-Quadro da transferência de competências para as autarquias locais e para as entidades intermunicipais, publicada em agosto, já prevê uma série de competências, na área da saúde, da responsabilidade das autarquias (…) e é com muito interesse que acompanhamos estas matérias”, considerou. Regina Bento terminou a sua intervenção desejando a todos um trabalho proveitoso e muito sucesso nesta importante missão.

A diretora-geral de Saúde encerrou a mesa de abertura do Congresso. Graça Freitas falou em nome da ministra da Saúde, Marta Temido, para garantir que “o Ministério da Saúde está empenhado na ação de prevenção e controlo das infeções hospitalares”. “Esta é uma das áreas prioritárias de intervenção”, assegurou Graça Freitas, justificando que “o que se perde são valores demasiado pesados para que esta intervenção não seja prioritária”. Graça Freitas elogiou ainda o trabalho que tem sido feito na prevenção e controlo das infeções em meio hospitalar, indicou que a prevalência de infeções hospitalares em Portugal baixou para 7,8% e mostrou a sua satisfação por Portugal se estar aproximar dos valores europeus.

A vereadora da Saúde da CM Coimbra teve ao seu lado, na mesa da sessão de abertura, –  para além da diretora-geral de Saúde, Graça Freitas – a presidente da Administração Regional de Saúde do Centro, Rosa Reis Marques, a diretora do Programa Nacional de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistências a Antimicrobianos, Margarida Valente, o delegado de Saúde Regional do Centro, João Pedro Pimentel, a presidente da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Aida Mendes, e o presidente da APIH, Lúcio Meneses de Almeida.