Arranca hoje a empreitada de estabilização e requalificação da margem direita do Mondego por 7M€

A zona ribeirinha da margem direita do Rio Mondego, em Coimbra, entre a Ponte de Santa Clara e o Açude-Ponte, vai ganhar nova vida com uma empreitada de estabilização dos muros e de requalificação do espaço público que arranca hoje e representa um investimento superior a 7M€. O valor global do investimento da autarquia para potenciar o usufruto e o espaço envolvente do Rio Mondego já ascende a 20M€.

No dia em que se assinala um ano após o início oficial do novo mandato autárquico em Coimbra, e na presença do ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, foi esta manhã assinado o auto de consignação dos trabalhos desta empreitada que fica a cargo do consórcio Opway Engenharia S.A./Construtora do Infantado – Sociedade de Construções, Lda., vencedor de um concurso público internacional, que dispõe agora de um prazo de 540 dias para concluir a obra, que representa um investimento de 7.101.123,33 euros (c/IVA).

O presidente da Câmara Municipal (CM) de Coimbra, Manuel Machado, começou por agradecer a presença do ministro do Ambiente e recordou o compromisso, assumido por ambos, no mesmo Salão Nobre, a 4 de julho de 2016 (aquando das cheias), de “mobilizar os fundos necessários para intervir no que fosse necessário, sem megalomanias, mas com eficácia, para melhorar a convivência de Coimbra com o seu Rio Mondego”.

“Há muitos anos que o Governo não se empenhava, não consignava, não executava obra deste vulto a benefício de um bem comum”, destacou o autarca, expressando o seu reconhecimento.

“Mas aqui, hoje, interessa destacar que a zona ribeirinha do Mondego em Coimbra vai ganhar uma nova vida com estas obras de requalificação do espaço público e proteção dos bens naturais”, salientou Manuel Machado.

Por seu turno, o ministro do Ambiente salientou que “uma fatia tão significativa do investimento nas melhorias das condições da rede hidrográfica do país ocorre no Mondego”, salientando, contudo, que “em termos de componente nacional” o maior investimento é da CM Coimbra.

João Matos Fernandes sublinhou que “o POSEUR [Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos], como o encontramos, tinha zero euros dedicados à reabilitação da rede hidrográfica” e que, neste momento, estão “aprovadas no POSEUR 80 milhões de euros de candidaturas para o país todo, dos quais 24 milhões de euros estão em Coimbra e no Mondego”.

Esta obra, na zona ribeirinha da cidade, prevê a execução dos muros de contenção na margem direita do rio e a requalificação das avenidas Cidade de Aeminium e Emídio Navarro nas faixas confinantes com o rio. Acresce a estabilização, recuperação e criação de estruturas de contenção da margem direita do rio entre a ponte de Santa Clara e o Açude-Ponte de Coimbra, que apresentam atualmente troços de preocupante degradação. A reabilitação dos muros de contenção marginal do Rio Mondego será feita através da construção de microestacas e vigas de coroamento. 

O espaço público confinante será requalificado, incluindo, para além dos trabalhos de terraplenagem e pavimentação, a reformulação das redes de saneamento, eletricidade e iluminação pública e a execução de trabalhos de sinalização rodoviária e de integração paisagística.

O custo desta intervenção terá uma comparticipação europeia de 85%, através do POSEUR, no âmbito do quadro comunitário de apoio ‘Portugal 2020’, assegurando o Município de Coimbra a contrapartida nacional (15%).

Na cerimónia foi ainda consignada a empreitada de Requalificação do Leito e dos Diques do Leito Central do Mondego, pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que prevê um investimento de 2M€, e um prazo de execução de 18 meses, para a construção das estruturas de proteção da zona de descarga dos três descarregadores em sifão; a limpeza de vegetação com a finalidade de desobstruir o leito; e a reabilitação de revestimentos de proteção em enrocamento.

Presentes na cerimónia estiveram, também, o secretário de estado do Ambiente, Carlos Martins, os vereadores da CM Coimbra, Carlos Cidade, Regina Bento e Carina Gomes, e o vice-presidente da APA, Pimenta Machado, entre outras personalidades.