“O Sistema de Mobilidade do Mondego tem de arrancar mesmo”

O primeiro concurso público para a instalação do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), em Coimbra e no atual ramal ferroviário da Lousã, será lançado no início de 2019, disse hoje o ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques. O presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado, salientou que “o Sistema de Mobilidade do Mondego tem de arrancar mesmo”.

O ministro do Planeamento e Infraestruturas anunciou hoje, em Penacova, distrito de Coimbra, no lançamento da empreitada de requalificação do IP3, entre os nós de Penacova e Lagoa Azul, numa cerimónia presidida pelo primeiro-ministro, António Costa, em que também foi aberto o concurso para duplicação deste itinerário principal, nos troços de Souselas (Coimbra) a Penacova e entre Lagoa Azul e Viseu, que o Governo vai lançar no início de 2019 o primeiro concurso público para a instalação do SMM.

Pedro Marques recordou que o Governo, com recurso a fundos europeus, vai investir cerca de 90 milhões de euros na nova versão do projeto, baseado numa solução tecnológica de autocarros elétricos, denominada “metrobus”.

Abandonada a solução de metro ligeiro para o Ramal da Lousã e a cidade de Coimbra, que estava prevista desde 1994, com a publicação do diploma inicial sobre o assunto, no último Governo de Aníbal Cavaco Silva, o executivo de António Costa decidiu avançar com um sistema de “metrobus”.

Trata-se de “uma solução que melhora muito a mobilidade” das pessoas naqueles concelhos, em particular na zona urbana de Coimbra, adiantou Pedro Marques.

Por seu turno, o presidente da autarquia de Coimbra considera que o SMM "tem de arrancar mesmo". Manuel Machado salientou ainda que este serviço será benéfico para as populações e que em termos de rentabilidade/sustentabilidade para transporte de pessoas “é essencial que haja a articulação do Sistema de Mobilidade do Mondego com os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos, com as zonas de maior densidade demográfica e de mais intenso movimento pendular”, ou seja, “de Serpins até às portas da cidade de Coimbra, daí até Coimbra B, e da Loja do Cidadão até aos Hospitais”.

CMC / LUSA