Coimbra tornou-se mais competitiva com a classificação de Património da UNESCO

O Sons da Cidade arrancou hoje, no Paço das Escolas, com a cerimónia de inauguração do memorial que celebra os cinco anos da classificação da Universidade de Coimbra, Alta e Sofia como Património Mundial da Humanidade. O presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Manuel Machado, esteve presente na cerimónia e fez um balanço positivo destes cinco anos de classificação, nomeadamente por impulsionar a aposta na requalificação urbana do centro histórico, pelo aumento de turistas, pelo crescimento da quantidade e qualidade da oferta cultural e, sobretudo, por tornar a cidade de Coimbra mais competitiva, conquistando espaço no mapa europeu. “Esta classificação teve o condão, perante os grandes públicos internacionais, de afirmar Coimbra como uma cidade central para a ciência e para a cultura europeias”, considerou Manuel Machado.

“Esta distinção foi mais do que o reconhecimento de um sítio de importância mundial, à escala do planeta, dos valores humanistas e universalistas que são a marca identitária de Coimbra. Esta distinção despertou em nós e na cidade um sentimento de júbilo responsável, estimulante da qualificação do edificado, mas que engloba também uma dimensão imaterial desta Coimbra reconhecidamente construtora e difusora, durante séculos, da língua e cultura portuguesas”, afirmou hoje o presidente da CMC, no discurso que proferiu na cerimónia de arranque dos Sons da Cidade, que contou ainda com a participação do reitor da Universidade de Coimbra, José Gabriel Silva, e da diretora-regional de Cultura do Centro, Celeste Amaro.

“Disse, há cinco anos, que este reconhecimento nos responsabilizava a todos, sem exceção”, recordou Manuel Machado, elencando um conjunto de ações que a CMC desenvolveu para “a requalificação e revivificação do coração da cidade”, tais como a construção do Convento São Francisco, a requalificação do Terreiro da Erva e da Praça do Arnado, a construção da nova ponte pedonal e ciclável sobre o rio Mondego, a passagem da Baixa à Alta pelo Jardim Botânico ou a instalação da rede Wi-Fi nas zonas centrais da cidade, disponibilizando, assim, o acesso livre e gratuito à internet a todos os cidadãos. “Vamos continuar a empreender em todas as frentes”, garantiu.

O presidente da CMC lembrou ainda que “nestes anos, a cidade ganhou muitos mais turistas” e que “a sua programação cultural deu um salto quantitativo e qualitativo enorme”, referindo eventos como a bienal Anozero e o próprio Sons da Cidade.

“Neste balanço de cinco anos, mais do que o papel da Câmara Municipal ou da Universidade de Coimbra, quero salientar os atores da sociedade civil que foram a chave desta mudança de paradigma no nosso projeto coletivo de cidade. Falo dos investidores, dos empreendedores, dos pequenos empresários que souberam reconverter os seus negócios e qualifica-los, dos agentes culturais, dos criadores, dos artistas. Falo da população de Coimbra, que revelou que estes séculos de ambiente académico e cultural a tornaram naturalmente cosmopolita, além de inclusiva”, concluiu o presidente da CMC, que terminou o seu discurso lançando um novo desafio a todas as forças presente: a união em torno da candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura 2027 

A cerimónia de inauguração do memorial Universidade de Coimbra, Alta e Sofia marcou o início de mais uma edição do Sons da Cidade e contou com a presença, para além do presidente da CMC, do reitor da UC e da delegada regional da Cultura do Centro, do presidente da Comissão Nacional da UNESCO, José Filipe Moraes Cabral, dos vereadores da CMC, Carlos Cidade e Carina Gomes, da vice-reitora da UC, Clara Almeida Santos, entre outros. 

O Sons da Cidade está assim de regresso, até dia 24 de junho, para celebrar os cinco anos da classificação da Universidade de Coimbra, Alta e Sofia como Património Mundial da UNESCO. Visitas guiadas, apresentação de um filme, uma performance que vai deambular pelas ruas da Alta de Coimbra, um ensaio assistido na Rua da Sofia, um espetáculo de percussão na Praça do Comércio ou um concerto de Adriana Calcanhotto são algumas das propostas desta edição do evento. A entrada é gratuita para a maioria das iniciativas.