Congresso da Confederação Nacional de Agricultura reúne mais de 1200 pessoas no Convento São Francisco

O presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Manuel Machado, participou, esta manhã, na sessão de abertura do 8º Congresso da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), que decorreu no Convento São Francisco, em Coimbra. Manuel Machado deu as boas-vindas aos participantes, felicitou a CNA pelos seus 40 anos de atividade e pelo seu importante papel na proteção e valorização da agricultura, falou da importância que a agricultura tem na economia do município e da região, das medidas que a CMC tem tomado para ajudar ao seu desenvolvimento e da necessidade imperiosa de se avançar com o reordenamento do território para prevenir os fogos florestais.

“É uma honra receber aqui hoje, em Coimbra, o 8º Congresso da Confederação Nacional de Agricultura. Sejam bem-vindos”, começou por dizer o presidente da CMC, endereçando as suas felicitações à CNA pelos seus 40 anos de atividade. Manuel Machado elogiou o importante papel da CNA “para a proteção e valorização da agricultura”, destacando a sua ação no “aumento dos rendimentos da agricultura familiar, no rejuvenescimento do tecido produtivo da agricultura, na revitalização do mundo rural e no aumento da produção nacional para (…) proporcionar à população uma alimentação saudável e acessível”.

A importância do setor agrícola no município e na região foi um dos assuntos abordados pelo presidente da CMC, que lembrou que “em Coimbra, vive-se também da atividade agrícola, nomeadamente pela exploração dos terrenos férteis dos vales do Ceira e do Mondego”. “Por isso trabalhamos para valorizar o comércio tradicional, facilitando os processos de licenciamento, acolhendo as bancas dos produtores no Mercado Municipal D. Pedro V, melhorando as acessibilidades à feira do 7 e 23 e aos campos ribeirinhos, criando apoios de gestão profissionalizados de desenvolvimento rural do Baixo Mondego. E trabalhamos, também, para promover a defesa da Floresta contra incêndios, impulsionando a criação de associações de produtores florestais, para o racional ordenamento das nossas florestas, para a mais segura e rentável exploração do nosso vasto património natural”, sublinhou.

Manuel Machado referiu ainda, como exemplo de ações da CMC, a constituição da Coimbra Mais Futuro, “uma agência de Desenvolvimento Local de Base Comunitária (DLBC) criada, pela primeira vez em Coimbra, para apoiar diretamente a agricultura”, que dispõe de “uma dotação financeira de 3,1 milhões de euros para financiamento de iniciativas a concretizar no concelho”, avançou. “Esta é uma oportunidade para os agricultores e empresários modernizarem as suas explorações e atividades, tornando-as mais competitivas, e tem a vantagem dos beneficiários não necessitarem de restituir os apoios que venham a receber”, lembrou ainda o presidente da CMC.

As consequências dos “devastadores incêndios do verão passado” foi o último tema abordado pelo autarca, que defendeu a importância de se avançar com o reordenamento do território para evitar a repetição dos episódios do verão passado. “Esta tragédia não pode ser esquecida, mas é importante passar ao dia seguinte. A tragédia não pode ser repetida, mas isso só não acontecerá se interviermos com cuidado, com zelo, com apreensão na prevenção dos fogos florestais e no cuidado com as nossas florestas. O reordenamento florestal é, por isso, uma prioridade absoluta e evitar que a tragédia se repita é o nosso dever, um desígnio nacional”, concluiu Manuel Machado, defendendo como prioritário combater a desertificação e o abandono das terras.