Manuel Machado tomou posse para novo mandato

O Salão Nobre do Município de Coimbra encheu, esta manhã, para receber a Sessão Solene de Instalação dos Órgãos do Município. Manuel Machado, presidente reeleito nas eleições autárquicas de 1 de outubro, saudou “o espírito democrático com que decorreram as eleições”, traçou as prioridades para o próximo mandato e salientou que o “principal desígnio para a gestão municipal de Coimbra” passa por “promover a auto-estima dos conimbricenses, dinamizar o investimento e apoiar a atividade das empresas”.

“Quero, em primeiro lugar, saudar o espírito democrático com que decorreram as eleições autárquicas no concelho de Coimbra.” Foi assim que Manuel Machado iniciou o seu discurso de tomada de posse, acrescentando que “o povo de Coimbra não votou nem por acaso nem por inércia. Votou, como se viu, tomando decisões políticas sérias”.

Em jeito de balanço do mandato anterior, o autarca destacou que “os indicadores económicos do Município têm vindo a melhorar” e que o “ambiente em Coimbra para fazer negócios e investimentos é percecionado no país e no estrangeiro, pelos empresários, como sendo um dos melhores em Portugal”. Para exemplificar, Manuel Machado destacou as empresas “que são referências quanto à sua capacidade de se internacionalizarem”, o Instituto Pedro Nunes, “um assinalável dinamismo na criação de empresas gazela” e a “mão-de-obra qualificada e laboratórios de Investigação & Desenvolvimento inovadores”. “O objetivo é continuar a afirmar Coimbra como uma cidade empreendedora, uma cidade de Investimento, uma cidade de Inovação, de Tecnologia e de Indústrias Criativas”, concluiu o presidente da CMC.

Para Manuel Machado, o iParque e o Convento São Francisco irão desempenhar um papel importante “como alavanca de desenvolvimento”. Da mesma forma, “a transformação do Aeródromo Municipal Bissaya Barreto num aeroporto civil comercial, com capacidade para receber tráfego internacional “charter” e “low cost”, será igualmente uma peça crítica neste novo ciclo económico que estamos a lançar.”

“O aeroporto é um projeto que iremos iniciar de imediato”, assegurou o presidente da CMC, que dirigiu, de seguida, “aos conimbricenses uma mensagem de confiança no futuro que estamos, em conjunto, a construir”.

Apontando para o futuro, Manuel Machado destacou algumas medidas no sentido de transformar Coimbra numa “smart city”, como a instalação de acesso grátis à internet de alta velocidade em todas as sedes das freguesias.

No que diz respeito a mobilidade e transportes, o autarca assume que está em curso uma “revolução”. Para além de “continuar a renovar e a aumentar a frota” dos SMTUC, o presidente da CMC pretende “relançar a Ecovia, criando parques de estacionamento periféricos e dedicando autocarros ao transporte entre esses parques e o centro da cidade”.

“A Via Central e o Metro Bus vão ser uma revolução na vida da cidade”, salientou Manuel Machado, que quer, no futuro, “ter cada vez mais gente a trabalhar, a fazer compras e a passear no centro da cidade” e “com menos trânsito”.

A Câmara Municipal de Coimbra “terá também, nos próximos quatro anos, a prioridade de dinamizar a fileira de atividades que cruzam a produção cultural, o turismo e as indústrias criativas”, afirmou Manuel Machado destacando que o trabalho nesse domínio “terá como horizonte e fio condutor a candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura em 2027.”

“Coimbra a Capital Europeia da Cultura em 2027 será orientada para a inovação e para criatividade”, salientou o autarca que destacou que a cidade já “conta com ativos únicos”, como a Universidade, o centro histórico classificada pela UNESCO como Património Mundial, o Convento São Francisco e o Museu Nacional de Machado de Castro.

“Na senda do que fizemos nos quatro anos anteriores, Coimbra será uma autarquia forte, com capacidade política e institucional para resolver bloqueios com o Governo. Coimbra será uma autarquia que assumirá a liderança dos processos, que os executará, conseguindo do Governo o apoio e a autonomia que a circunstâncias exigirem”, afirmou Manuel Machado explicando que este processo de “afirmação municipal” não deve ser entendido como “um desafio isolado”. “Os municípios não são ilhas”, concluiu.

Manuel Machado terminou a sua intervenção lançando o repto para que todos juntos valorizem Coimbra.

Consulte aqui a ata avulsa da Instalação da Câmara Municipal.