CMC quer melhorar a qualidade de vida urbana, dinamizar o investimento e apoiar a atividade das empresas

A Câmara Municipal prepara, há meses, a candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura em 2027 e entrou em vigor, recentemente, o regulamento de apoio à atividade empresarial Coimbra Investe. É neste contexto que o presidente do Município, Manuel Machado, proferiu hoje o seu discurso do Dia da Cidade, no qual identificou alguns dos desígnios da atividade camarária, que se podem resumir por “melhorar a qualidade de vida urbana, dinamizar o investimento e apoiar a atividade das empresas”.

Nas palavras de Manuel Machado, trata-se de “favorecer a criatividade e a inovação, as ‘ferramentas’ das indústrias de futuro e a chave para os negócios de sucesso. São estes os fatores estratégicos indispensáveis à competitividade das empresas, das cidades e das regiões”. Nesse sentido, o autarca explicou que se pretende “maximizar o empreendedorismo e a capacidade de realização dos empresários e dos estudantes de Coimbra; queremos colaborar com eles na sua vocação empreendedora e exportadora”.

“Este é um projeto central para a concretização da nossa visão da cidade: uma cidade cosmopolita e acolhedora, com um sistema empresarial cada vez mais competitivo e diversificado, que junta aos setores tradicionais de atividade novas áreas baseadas no conhecimento, na inovação, na tecnologia, na criatividade, na cultura e na cidadania. E tudo isto num ambiente urbano cada vez mais atrativo e ordenado, com serviços públicos eficientes e uma rede social atuante”, destacou ainda Manuel Machado.

O presidente da Câmara garantiu que “Coimbra tem uma ótima imagem nacional e internacional como uma cidade que é bom visitar e, sobretudo, como uma cidade em que é bom viver: todos os estudos nacionais e internacionais nos dão essa indicação”.

Ainda como referiu, pela concretização do seu Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano, Coimbra possui a vantagem de ter, em curso, um vasto programa de regeneração urbana do coração da cidade, que se pauta pela captação de pessoas para o centro histórico e pelo investimento na recuperação do património.

Como habitualmente, esta sessão comemorativa do 4 de Julho teve outras intervenções. Ferreira da Silva (PS) optou por destacar algumas das realizações do atual executivo municipal, como a requalificação do Terreiro da Erva, a ligação da Baixa à Alta pela Mata do Botânico (em autocarro panorâmico ou a pé), a entrada em funcionamento do Convento São Francisco ou a requalificação do Largo Arnado.

O líder da bancada socialista na Assembleia Municipal de Coimbra salientou também projetos em vias de concretização, como a abertura da Via Central, a estabilização das margens do Mondego, a requalificação ferroviária de Coimbra B ou o Sistema de Mobilidade do Mondego.

Já Nuno Freitas (PSD/PPM/MPT) concentrou a sua intervenção na recente tragédia provocada pelo grande incêndio de Pedrógão Grande. O social-democrata entende que o Governo já devia estar a indemnizar famílias e vítimas e que, Coimbra, na sua condição de capital regional, deveria exigir esse rápido ressarcimento ao Executivo de António Costa.

Em dia da Rainha Santa Isabel, Manuel Rocha (CDU) dedicou o seu discurso a esta figura maior da História de Portugal. “O milagre que importa ao nosso tempo, e à nossa gente, é, hoje, o da transformação das rosas em pão. Façamo-lo nós, também, nesta câmara, com as nossas mãos e a nossa vontade, em nome de quem nos elegeu”, apelou Manuel Rocha.

Por seu turno, Catarina Martins (Cidadãos Por Coimbra) deixou vários conselhos para a candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura em 2027. Entre eles, afirmou que “não se trata de conquistar mais um epíteto, nos quais somos pródigos; trata-se, sim, de responder com verdadeira excelência a um desafio de desenvolvimento que nos interpela naquilo em que somos melhores – o património material e imaterial, as artes, o conhecimento, a criação, o cosmopolitismo, ou seja, a cultura enquanto expressão ampla do Humanismo”.