Carlos Cidade destaca importância do investimento privado na requalificação urbana

O vice-presidente da Câmara Municipal (CM) de Coimbra, Carlos Cidade, participou, esta manhã, na sessão de abertura do I Encontro de Urbanismo, organizado pela Ordem dos Arquitetos, que decorreu no auditório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro. O tema foi a reabilitação urbana e Carlos Cidade centrou o seu discurso em duas questões: a importância do investimento privado para a reabilitação urbana e o desenvolvimento das cidades e a dependência das decisões da Administração Central, reclamando, nesse caso concreto, o património imobiliário da sociedade Metro Mondego, para que a autarquia continue a reabilitar o centro da cidade. O autarca referiu, ainda, que Coimbra tem previstos investimentos de mais de 23 milhões de euros em projetos de requalificação de espaço público, de regeneração e mobilidade urbana, quer em bairros, quer na zona Património Mundial.

O tema do I Encontro de Urbanismo foi “Reabilitação Urbana: novas políticas para novas realidades”. Um tema atual, que Carlos Cidade quis abordar, defendendo, sobretudo, a importância de todos os intervenientes neste processo, sejam privados, sejam públicos, rumarem para o mesmo lado.

Carlos Cidade destacou o importante papel dos privados “no desenvolvimento destas políticas de requalificação urbana”, defendendo que, com a economia e o turismo a acelerarem os processos, são eles que “acabam por realizar projetos que animam as próprias cidades”. “E é preciso que alguns políticos entendam estas dinâmicas e falo particularmente do caso de Coimbra”, acrescentou o autarca, reforçando ainda que “muitas das vezes do ponto de vista político não é entendido o esforço que a iniciativa privada desenvolve nesta matéria”, dando como exemplo o que se passou na última reunião de Câmara e da postura da oposição “de entrave ao investimento empresarial”.

O vice-presidente da CM Coimbra lembrou ainda que, neste momento, há grandes investimentos em curso em Coimbra, mas que nem sempre correm ao ritmo esperado por falta de decisão da administração central. “Estão contratualizados mais de 23 milhões de euros só para intervir em reabilitação e regeneração urbana, em mobilidade urbana, na cidade de Coimbra. Muitos investimentos já estão em execução, outros não estão porque não dependem só da vontade política municipal, mas sim de decisões da administração central”, argumentou Carlos Cidade, acrescentando que o Estado “tem intervenção direta em determinados projetos, determinantes para Coimbra, como o Sistema de Mobilidade do Mondego e a conclusão da Via Central”.

Carlos Cidade referiu neste último caso, as intervenções que foram iniciadas pela autarquia na Baixa de Coimbra, como a Via Central ou os projetos da sociedade Coimbra Viva, e reclamou decisão rápida sobre o património imobiliário da sociedade Metro Mondego para se dar continuidade a esses projetos de reabilitação que são geridos pela Coimbra Viva/Fund Box. “No momento em que se decida a liquidação da sociedade Metro Mondego, o património imobiliário dessa sociedade deveria reverter, pensa a Câmara Municipal de Coimbra, para esse Fundo Box, para se dar continuidade a esses projetos de reabilitação”, argumentou o autarca. “A administração central tem que ter um posicionamento proativo relativamente a decisões que já estão tomadas há muito tempo, mas que depois demoram a concretizar”, reforçou.

Carlos Cidade concluiu o seu discurso com “um balanço positivo” do que está a ser feito. “Creio que o balanço começa a ser positivo, mas ainda há muito mais a fazer”, frisou o autarca, acrescentando que, da parte dos municípios, “todos estamos empenhados na requalificação urbana, acompanhada de novas medidas de mobilidade urbana, nos centros históricos das cidades e nos bairros sociais”. “Estamos todos no bom caminho”, concluiu o vice-presidente da CM Coimbra, deixando, contudo, um repto: “Espero que todos aqueles que também têm que intervir sejam ágeis na disponibilização dos meios para que se faça uma excelente reabilitação urbana, que neste momento já contribui para o crescimento económico de Portugal”.

O vice-presidente da CM Coimbra terminou a sua intervenção desejando a todos uma boa jornada de trabalho e agradecendo o convite realizado pela Ordem dos Arquitetos para abrir o I Encontro de Urbanismo.

Para além de Carlos Cidade, participaram na sessão de abertura do evento a secretária de Estado da Habitação, Ana Pinho, o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Veiga Simão, o presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Ribau Esteves, e a representante do Colégio de Arquitectos Urbanistas, Ana Queiroz do Vale.