Não é por causa da CMC que as empresas não podem fazer projetos em Coimbra

O presidente do Conselho de Administração da Plural, Miguel Silvestre, afirmou hoje que não é por causa da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) que as empresas não podem fazer projetos em Coimbra. “Gostava de agradecer a colaboração da Câmara. Não é uma simpatia, é a verdade. Tivemos sempre uma resposta em tempo mais do que aceitável; aliás, não é por aí que as empresas não possam fazer projetos em Coimbra, porque a CMC sempre respondeu e cumpriu na íntegra aquele que é o seu papel”, afirmou Miguel Silvestre, numa intervenção no âmbito da primeira visita do presidente da CMC, Manuel Machado, às novas instalações da cooperativa de distribuição de medicamentos Plural, no n.º 35 da Rua Manuel Madeira, local onde já laborou a antiga Fábrica de Cervejas de Coimbra, na Zona Industrial da Pedrulha.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da autarquia realçou que este é um exemplo de “regeneração urbana de qualidade” e que é um contributo muito positivo para a demonstração de que a “regeneração urbana é possível mesmo em territórios como este”. “A cidade está a regenerar-se e a regenerar-se com qualidade”, vincou Manuel Machado, dando como exemplo a entrada em funcionamento destas novas instalações numa zona que já dispôs de um importante polo industrial.

Manuel Machado felicitou a Plural por ter assumido este desafio “numa base de confiança” ainda que cientes do risco, “sobretudo quando havia até algumas mensagens e informações diversas de descrença sobre a capacidade de regeneração desta parte do território da nossa cidade”. “A Plural assumiu o desafio e fez aqui um trabalho notável”, constatou Manuel Machado, que elogiou o projeto, a coragem, o comportamento da cooperativa ao longo de todo o processo e o produto final, para o qual já possuem licença de utilização, desde maio passado.

Para o presidente da CMC, a Plural deu um importante contributo e “como se nota, a sementeira está a florir, havendo já outras iniciativas empresariais de intervenções de requalificação nesta zona” (outro exemplo foi a recente abertura, na Pedrulha, de concessionários Jaguar, Land Rover e Kia).

A Plural é uma cooperativa de distribuição farmacêutica, com 43 anos, que nasceu da fusão da Farbeira, Cofarbel e Farcentro, três cooperativas que operavam na nossa região. Esta cooperativa tem cerca de 1200 farmácias associadas, entre as cerca de 3000 existentes no país e, segundo Miguel Silvestre, detém 10% da quota de mercado em Portugal, possuindo instalações - para além da sede em Coimbra – em Faro, Montijo, Caldas da Rainha, Covilhã e Maia.

Esta obra teve projeto do Arquiteto Alexandre Dias, da ORANGE Arquitectura e Gestão de Projeto Lda., e a empreitada esteve a cargo da SCOPROLUMBA, Construções e Projectos, S.A., tendo tido um prazo de execução de 13 meses e um custo de cerca de 8 milhões de euros. A inauguração oficial das instalações deverá ocorrer na segunda quinzena de outubro.

Presentes na visita estiveram também Carlos Cidade e Carina Gomes, vereadores da CMC, Humberto Gameiro, vice-presidente do Conselho de Administração da Plural (CAP), Rita Almeida e Sara Terra, vogais do CAP, e Paulo Fonseca, diretor-geral da Plural.