CMC estuda eficiência energética nos bairros da Conchada, Ingote e Rosa para candidatura a fundos comunitários

O presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Manuel Machado, aprovou ontem a abertura de um concurso para a aquisição de “Estudos de Eficiência Energética” nos bairros sociais da Conchada, Ingote e Rosa, com vista a beneficiar o desempenho energético de 366 frações, nomeadamente através do uso de energias renováveis. A autarquia cumpre, assim, com as obrigações que assumiu na parceria da candidatura submetida ao Centro 2020, na Prioridade de Reabilitação nos Bairros Sociais (Eficiência Energética). O preço estimado para a aquisição de serviços é de 73.165 euros (+IVA).

Não dispondo a CMC de “viabilidade técnica e humana nos serviços municipais para a realização dos ‘Estudos de Eficiência Energética’”, a opção passou, então, pela abertura de um concurso. A proposta dos serviços, aprovada ontem pelo presidente da CMC, sugere que sejam convidadas as seguintes entidades: ITECONS – Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade; a Madeira da Silva – Engenharia Lda.; CELIUMPROJ – Consultadoria e projeto Lda.; e CONTAWATT – Apoio a Ações na Área de Gestão de Energia Lda. 

Os “Estudos de Eficiência Energética”, lê-se no caderno de encargos, devem englobar “as auditorias, estudos, diagnósticos e análises energéticas necessárias à realização de investimentos em zonas habitacionais de carater social da CMC, que carecem de ações que visam aumentar a eficiência energética e a utilização de energias renováveis”.

Os trabalhos a desenvolver recaem sobre diversos edifícios dos bairros da Conchada, Ingote e Rosa, num total de 366 frações, e deverão ser efetuados ao abrigo de uma candidatura ao Centro 2020 - Prioridade de Reabilitação nos Bairros Sociais (Eficiência Energética). Os estudos solicitados visam, precisamente, a sustentação técnica dessa candidatura a fundos europeus.

O valor estimado para a aquisição dos serviços é de 73.165 euros (+IVA), correspondendo a cerca de 8130 euros para o Bairro da Conchada (28 frações), 28.450 euros para o Bairro do Ingote (116 frações) e 36.586 euros para o Bairro da Rosa (222 frações).

Os estudos devem incluir a avaliação do desempenho energético das diversas frações (pisos térreos, pisos intermédios, últimos pisos e diferentes orientações, entre outros parâmetros considerados relevantes); avaliação dos consumos associados aos espaços comuns; avaliação técnico-económica de medidas de melhoria; emissão dos certificados energéticos de todas as frações da habitação (sejam ou não propriedade da autarquia); o desenvolvimento dos projetos de execução (com todas as intervenções previstas e com mapas de medição, orçamentação, e as peças desenhadas que sejam necessárias); avaliação posterior, materializada com a emissão dos certificados energéticos de todas as frações de habitação, visados pelo ADENE – Agência para a Energia, depois de a empreitada estar concluída; registo dos certificados energéticos e localização dos edifícios/lotes/frações.