CMC aplica 185.000 euros na recuperação de muros e taludes

O executivo da Câmara Municipal da Coimbra (CMC) aprovou, por unanimidade, na sua reunião de dia 29 de fevereiro, a adjudicação de uma empreitada de “Reconstrução de Muros de Suporte e Outras Obras”.

A intervenção, que foi alvo de concurso público, vai permitir recuperar nove muros e taludes, situados em vários pontos do concelho, que viram a sua situação agravar-se com as recentes intempéries, de que resultaram cheias e inundações, nos dias 11 de janeiro e 13 de fevereiro.

Saliente-se que, além desta empreitada, após a ocorrência daquelas duas datas, a CMC tem efetuado várias intervenções diretas ao nível da limpeza de vias e da reposição de muros e taludes. Por outro lado, a empreitada também não abarca todos os danos registados nas recentes cheias, decorrendo, nesta altura, a elaboração de um relatório que fará essa contabilização. 

O relatório final do júri (composto por técnicos camarários) para esta primeira intervenção conjunta mais premente propôs adjudicar a “Reconstrução de Muros de Suporte e Outras Obras” à empresa Coimbraferrus – Construção Civil, Obras Públicas e Transportes, Lda., que propôs o custo mais baixo, num total de oito concorrentes que apresentaram propostas. A Coimbraferrus vai dispor de 180 dias para concluir a empreitada, recebendo 185.429,22 euros (IVA incluído).

A intervenção visa a reconstrução e/ou construção de muros de suporte, estabilização de taludes e proteção de vias municipais, em vários locais do Município, no sentido de salvaguardar a segurança de pessoas e bens. Nomeadamente, nas freguesias de Torres do Mondego, Ceira e Santo António dos Olivais, e nas Uniões de Freguesias de Eiras e S. Paulo de Frades e de S. Martinho do Bispo e Ribeira de Frades.

As áreas a reparar incluem: muro da Estrada da Lomba, Carvalhosas; recuperação do acesso à Praia Fluvial, Torres do Mondego; muro de gabião, no Clube de Ténis de Coimbra; muro de suporte na Azinhaga do Lapedro, Eiras; estabilização de talude, na Rua das Vendas, Ceira; consolidação de talude, na Rua da Azenha, Cabouco; reconstrução de muro de suporte, na Rua das Malhadas, Ceira; execução de muro de suporte, na Rua Quinta de S. Salvador; e estabilização de talude, na Rua das Acácias Mimosas.

Prazo para declaração de prejuízos agrícolas até dia 10 de março

Entretanto, os agricultores da Bacia do Mondego que sofreram danos decorrentes das cheias de fevereiro devem apresentar a sua Declaração de Prejuízos até 10 de março. Desde logo, podem fazê-lo nos serviços regionais da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro ou nas associações, cooperativas agrícolas, serviços municipais, juntas e uniões de freguesias que se disponibilizem para o feito. Podem ainda recorrer ao endereço eletrónico http://www.drapc.min-agricultura.pt/base/form_prejuizos_2016_drapc.php, devendo enviar a declaração para o correio eletrónico: prejuizos@drapc.min-agricultura.pt, até ao dia 10 de março.