CMC oferece cadernos de exercícios a todos os alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico

No próximo ano letivo, a Câmara Municipal de Coimbra (CMC) vai oferecer os cadernos de exercícios a todos os alunos dos quatro anos do 1.º ciclo do ensino básico (CEB) da rede pública. A medida foi anunciada esta manhã, pelo presidente da CMC, Manuel Machado, no final de uma visita à empresa Book in Loop e representa um investimento de quase 135 mil euros. 

Segundo Manuel Machado, o Município irá oferecer os cadernos de exercícios aos perto de 4 mil alunos que vão frequentar o 1º, 2º, 3º e 4º anos de escolaridade da rede pública do Município de Coimbra. Como estes cadernos não são financiados pelo governo, ao contrário dos manuais escolares, a autarquia decidiu “assumir esta responsabilidade”.

Na visita à Book in Look, o líder da autarquia pôde observar o modo como se processa a reutilização de material didático para os ensinos básico e secundário, acautelando as devidas condições de tratamento e qualidade. No final, Manuel Machado afirmou que a startup sediada no Instituto Pedro Nunes (IPN) “teve uma ideia genial” ao “desenvolver um produto de gestão de livros reutilizáveis que são recomendados para os vários níveis de ensino”. Ao utilizar esta plataforma, os pais/encarregados de educação poderão poupar, no mínimo, metade do valor que gastavam se optassem pela aquisição de manuais novos.

Na ocasião, Manuel Machado anunciou a adesão do Município de Coimbra ao Programa SPIN (girar) de reutilização de manuais escolares da Book in Loop. Nesta altura, este programa já conta com a adesão de 11 autarquias. Além de Coimbra, a lista inclui Santarém, Guarda, Castelo Branco, Figueira da Foz, Famalicão, Fundão, Gouveia, Mação, Pinhel e Sertã e a Junta de Freguesia da Estrela, em Lisboa. O programa nestes concelhos envolve 70 escolas e 50 mil alunos, que vão reutilizar manuais escolares no próximo ano letivo.

Depois de serem recolhidos em vários dispositivos, desde centros comerciais a escolas, etc., os manuais serão catalogados numa base de tratamento físico, ficando depois disponíveis numa plataforma pública online (ferramenta criada pela Book in Loop), na qual qualquer pessoa poderá consultar a existência dos livros pretendidos, explicou Manuel Machado. De seguida, e após efetuar a encomenda basta escolher o local da entrega. 

Os manuais que estiverem riscados já não poderão integrar o circuito de reutilização. Para Manuel Machado, será necessário realizar “operações de sensibilização junto dos professores nas escolas”. A mensagem passará por transmitir aos mais novos que “o livro que vais usar no teu estudo é importante para ti e pode ser importante para os outros”. Para o autarca é essencial apostar numa economia circular na área da Educação.

Para além de colaborar na divulgação da campanha de sensibilização, o papel da autarquia, passará por suportar os custos “do acordo comercial com a entidade pelo serviço prestado”, referiu. 

No ano transato, a Book in Loop apresentou números que comprovam o seu crescimento e a sua função de proteção do ecossistema: tem 24 funcionários, ajudou na poupança de 3 milhões de euros às famílias portuguesas e contabilizou a poupança de 300 toneladas de CO2 que não foram lançadas para a atmosfera graças a esta solução inovadora, desenvolvida em Coimbra para todo o país.