Investimento da CM Coimbra para valorizar o Rio Mondego já ultrapassa os 20M€

A Câmara Municipal (CM) de Coimbra tem em curso várias empreitadas para fomentar a relação da cidade com a zona ribeirinha do Rio Mondego, num investimento global superior a 20M€. O presidente da autarquia, Manuel Machado, salientou hoje, na cerimónia de consignação da empreitada de estabilização e requalificação da margem direita, que “é empenhamento” da CM Coimbra “valorizar o Rio Mondego, potenciando o seu usufruto por todos”.

Manuel Machado salientou que as operações em curso não são “desgarradas” e que fazem parte de “uma componente importantíssima do plano geral estratégico para o desenvolvimento de Coimbra”.

Para além da empreitada que arranca hoje, de estabilização dos muros e de requalificação do espaço público, na margem direita do Rio Mondego, entre a Ponte de Santa Clara e o Açude-Ponte, que representa um investimento superior a 7M€, o autarca destacou outras empreitadas que estão em execução.

Desde logo, o desassoreamento do Rio Mondego (4.031.139,59 euros, c/IVA), que está em curso para repor o seu leito para níveis idênticos aos registados em 1985, ano da construção do Açude-Ponte e desde o qual nunca foi feita qualquer operação de desassoreamento.

Já as obras de ampliação e requalificação dos edifícios de restauração do Parque Verde do Mondego, popularmente conhecidas como “docas” (824.620,26 euros, c/IVA), a construção da nova ponte na Praia Fluvial de Palheiros e Zorro (579.916,63 euros, c/IVA), e a nova via que ligará a Fernão de Magalhães e a Padre Estevão Cabral (517.273,70 euros, c/ IVA), estão todas em fase de execução.

Para o Parque Manuel Braga estão previstas obras de requalificação, estando a decorrer o concurso público, com um preço base superior a 4,5M€, tal como a  empreitada “Ciclovia de Coimbra – Coimbra B/Vale das Flores/Portela”, que representa um investimento de cerca de 2M€ e prevê a implementação de 14.500 metros de ciclovia, a acrescentar aos 2930 metros já existentes, o que perfaz um total de cerca de 18km de ciclovia.

No Rebolim foram melhorados os acessos ao Rio Mondego e realizada a limpeza de vegetação, de lixeiras e de outros detritos sobrantes da antiga extração de areias, tendo sido já frequentada este verão. Já a nova ponte pedonal e ciclável sobre o Mondego, junto ao tabuleiro inferior do Açude-Ponte, entrou em funcionamento há um ano e representou um investimento de 646.906,91 euros (c/IVA).

Estão ainda previstas outras empreitadas de proteção e valorização ambiental do Rio Mondego, mas neste caso a cargo da Agência Portuguesa do Ambiente, em articulação com a CM Coimbra, com vista à reabilitação do leito periférico direito, também chamado Rio Velho (que já está em curso), e a requalificação do leito e dos diques do leito central, a jusante do Açude-Ponte, também hoje consignada, bem como a limpeza das margens e do próprio rio, cujos cálculos provisórios apontam para custos da ordem dos dois milhões de euros.