“Poemas da Finitude” de António Arnaut eternizados em livro

“Poemas de Outono e Inverno - Poemas da Finitude”, de António Arnaut, foi publicado a título póstumo e apresentado, ontem, na Casa Municipal da Cultura de Coimbra, no dia em que se celebrava o aniversário do escritor. O presidente da Câmara Municipal (CM) de Coimbra, Manuel Machado, esteve presente na homenagem e recordou uma mensagem de Arnaut: “Todo o fruto é vontade da semente”.

Manuel Machado recordou que o local desta apresentação foi o escolhido pelo escritor para lançar vários dos seus livros. O autarca leu, de seguida, o poema “Quando eu partir”, destacando, no final, que é importante “fazer perdurar, para além da finitude, aquilo que António Arnaut nos julgou, que nós muito prezamos e que sobretudo não esquecemos e partilhamos”.

Numa edição da Minerva Coimbra, a apresentação da obra esteve a cargo de Delfim Leão, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Os poemas foram escritos entre 21 de dezembro de 2017 e 16 de maio de 2018, sendo agora publicados por vontade expressa do autor. A data escolhida para a apresentação desta obra tem que ver com a celebração do aniversário de Arnaut, 28 de janeiro de 1936. A foto da capa do livro é de autoria de Luiz Carvalho. 

António Arnaut foi advogado, político e escritor, conhecido sobretudo pela sua ação cívica e por ter sido o fundador do Serviço Nacional de Saúde. A sua obra literária é constituída por mais de 40 títulos publicados, de que se destaca a Recolha Poética (1954-2014), Coimbra Editora (recentemente reeditada pela Imprensa da Universidade de Coimbra); Contos Escolhidos, Coimbra Editora; e o romance histórico-político Rio de Sombras, Coimbra Editora.

A cerimónia contou ainda com a presença dos vereadores da CM Coimbra, Carlos Cidade e Regina Bento, entre outras largas dezenas de personalidades.