Print this page

Câmara aprova intenção de reconhecer Solar dos Kapängas como entidade de interesse histórico

  • Dez. 22, 2018

O executivo da Câmara Municipal (CM) de Coimbra aprovou, na sua reunião de sexta-feira, a intenção de reconhecer a Associação Solar dos Kapängas como entidade de interesse histórico e cultural ou social local. Esta decisão será agora submetida a um período de consulta pública, de 20 dias, para que, por fim, seja elaborado o relatório final. Até ao momento, a CM Coimbra já concluiu sete processos de reconhecimento, estando oito em audiência de interessados ou a aguardar elementos complementares ao processo por parte das Repúblicas e cinco candidaturas estão a ser alvo de análise técnica.

O Solar dos Kapängas mesmo não tendo evidências do início da atividade em 1958, data apontada na candidatura, apresenta documentos que comprovam a sua longevidade, superior aos 25 anos exigidos por lei, nomeadamente um excerto dos Estatutos do Conselho das Repúblicas, datado de 15 de dezembro de 1986.

De acordo com os elementos apresentados, o Solar dos Kapängas foi fundado no n.º 4 da Rua da Mãozinha, por estudantes maioritariamente oriundos do Município de Pombal. A República sempre existiu na mesma rua, sendo o rés-do-chão do n.º 20 a sua terceira casa, onde residem desde 1970.

O Solar pauta-se pela participação em iniciativas da comunidade, como a “Festa dos Vizinhos”, promovida em parceria com outras entidades, que cria um sentimento de pertença ao bairro onde se inserem. Esta é a única República situada na Freguesia de Santo António dos Olivais e a mais afastada do Polo I da Universidade de Coimbra.

Outra atividade contínua de várias gerações de estudantes do Solar dos Kapängas é a criação e gestão de uma horta comunitária, inicialmente no terreno das traseiras da casa, tendo transitado para a frente em 2014.

Recorde-se que a CM Coimbra aprovou, na reunião do executivo municipal do passado dia 5 de março, uma ficha de candidatura para a instrução de processos de reconhecimento e proteção de estabelecimentos e entidades de interesse histórico e cultural ou social local, de forma a auxiliar os estabelecimentos ou entidades que pretendessem ver efetivado esse reconhecimento. O objetivo passa, pois, por simplificar o procedimento, para que os estabelecimentos que se enquadrem nas categorias previstas na lei, entre eles as repúblicas de estudantes de Coimbra e as lojas com história, possam desencadear, com maior celeridade e simplicidade, o seu processo de pedido de reconhecimento como entidade de interesse histórico e cultural ou social local.