Mostra de Doçaria fez a delícia dos visitantes no sábado

A décima edição da Mostra de Doçaria Conventual e Regional de Coimbra acabou por ser atribulada devido à passagem em Coimbra da tempestade ‘Leslie’, que obrigou a que o certame encerrasse às 21h00 de sábado e não abrisse ao público no domingo. No sábado, a vereadora da Cultura da Câmara Municipal (CM) de Coimbra, Carina Gomes, visitou a Mostra de Doçaria ao início da tarde, no Quartel da Brigada de Intervenção (antigo Convento de Sant’Ana). O certame, ainda assim, foi visitado por centenas de pessoas.

Carina Gomes percorreu os expositores da mostra, acompanhada pelo Tenente Coronel António Vicente, da Brigada de Intervenção, cumprimentando os participantes. “Nesta visita à feira, aproveito para lhes dar a boas vindas e lhes agradecer a presença e eles devolvem o agradecimento e pedem para voltar para o ano. Muitos já têm clientes fixos”, adiantou a vereadora da Cultura da CM Coimbra em declarações aos jornalistas, no final da visita oficial.

“Este é um evento que já não dispensamos e os doceiros que aqui estão também não”, referiu, acrescentando que “esta mostra faz parte do calendário municipal de eventos de Coimbra e há já muita gente que vem de fora para a visitar”. “É uma aposta a manter, que já tem 10 anos, está consolidada”, concluiu a vereadora, agradecendo todo o apoio da Brigada de Intervenção, também pela cedência do espaço “fantástico”.

A décima edição da Mostra de Doçaria Conventual e Regional de Coimbra contou com a participação de 39 expositores doceiros, um dos quais, o espanhol Francisco Muñoz, em representação dos doces de Alicante. O evento contou também com as já habituais participações da “Colares Editora” (Sintra) e do artesanato local, representado pela tecelagem de Almalaguês, através da presença da Associação para a Preservação das Tradições Locais “Herança do Passado”, e pela artesã conimbricense Maria José Nogueira. Os expositores representaram estabelecimentos comerciais ligados às áreas da doçaria e pastelaria e outras associações e confrarias do ramo.

A herança de alguns conventos de Coimbra – tais como Celas, Santa Clara e Santana – foi bem representada, através da presença de participantes da região Centro, provenientes de Alcobaça, Alfeizerão, Ançã, Aveiro, Coimbra, Guarda, Lamego, Leiria, Lorvão, Ovar, Pereira, Pombal, Santarém, Tentúgal e Tomar. Não faltam os pastéis de Santa Clara, o manjar branco, as arrufadas de Coimbra, as queijadas, as talhadas de príncipe, os suspiros, a barriga de freira, a encharcada e o pão de ló. Mas não foram as únicas especialidades doceiras expostas. A mostra contou ainda com expositores oriundos de outros pontos do país, designadamente de Amarante, Braga, Cabeceiras de Basto, Caldas de Vizela, Évora, Felgueiras, Guarda, Régua, Reguengos de Monsaraz, Santa Maria da Feira e Sintra.

Este é uma mostra que a CM Coimbra organiza com o intuito de proteger e defender o património doceiro de Coimbra no mercado regional, nacional e internacional. Uma marca histórico-cultural identitária que, através desta iniciativa, mantém viva, não só, a herança dos manjares doces de Coimbra como, também, amplia a outras localidades, de norte a sul, a inquestionável importância das tão diversas especialidades doceiras conventuais e regionais existentes no nosso país. Um evento que tem conquistado cada vez mais adesão, atraindo à cidade um número considerável de visitantes.