Coimbra Capital Europeia da Cultura 2027: “uma candidatura inclusiva, mobilizadora e apaixonada”

A equipa responsável pela candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura 2027, coordenada pelo mágico Luís de Matos, realizou, esta manhã, no Café Santa Cruz, a sua primeira comunicação pública, cumprindo assim o compromisso que estabeleceu de informar periodicamente a comunidade sobre o trabalho que tem desenvolvido. O grupo de trabalho já reuniu com 49 de 144 agentes culturais concelhios, avançou com a constituição de um Conselho Cultural Regional e de um Conselho Consultivo, visitou outras cidades que já foram ou estão a ser Capitais Europeias da Cultura, e participou num simpósio internacional sobre a temática. A vereadora da Cultura da Câmara Municipal (CM) de Coimbra, Carina Gomes, reiterou a confiança da autarquia na equipa de trabalho, agradecendo todo o seu empenho e dedicação.

“Uma candidatura inclusiva, mobilizadora e apaixonada”, é este o segredo para o sucesso do desafio abraçado por este grupo de trabalho no passado dia 5 de junho, quando foi apresentado publicamente pela CM Coimbra, com a missão de preparar a candidatura a Capital Europeia da Cultura 2027. As palavras são do coordenador da equipa, Luís de Matos, que tem como seus parceiros António Pedro Pita, Cristina Robalo Cordeiro, Luís Filipe Menezes, Manuel Rocha e Nuno Freitas. Uma equipa pluridisciplinar que autarquia acredita conseguir trazer para Coimbra o maior evento cultural da Europa criado pela Comissão Europeia.

“Renovo o voto de confiança nesta equipa, que com certeza nos levará ao sucesso e fará de Coimbra Capital Europeia da Cultura em 2027”, afirmou a vereadora da Cultura, elogiando o trabalho já realizado e o empenho e dedicação de todos.

Luís de Matos anunciou, então, o que já foi feito até à data. A equipa de trabalho já reuniu com 49 dos 144 agentes culturais que mantêm relação direta com a CM Coimbra e verificou “um enorme entusiasmo e disponibilidade para o trabalho em conjunto, bem como uma sólida e larga base de concordância no que toca ao que é importante fazer acontecer até 2026”. Reuniões que vão prosseguir com os restantes agentes culturais, até estarem recolhidas todas as ideias, opiniões e sugestões relevantes para a candidatura, que ficarão registadas em ata. O grupo de trabalho decidiu ainda criar o Conselho Cultural Regional, que será constituído por todos esses agentes culturais e será “o alicerce de um plano estratégico cultural da cidade, consubstanciado numa plataforma de reflexão, de ideias e de ações, na caminhada a desenvolver ao longo dos anos que nos separam de 2027”.

A equipa requereu, igualmente, reuniões com todos os partidos e movimentos de cidadãos com assento na Assembleia Municipal de Coimbra, tendo já realizado sete dessas reuniões, e com várias entidades institucionais, tais como o Turismo Centro de Portugal, a Direção Regional de Cultura do Centro e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e a Universidade de Coimbra. “Percebemos, nestes encontros, ter sido ‘Coimbra 2027’ a primeira candidatura a solicitar estas instituições, cuja disponibilidade e entusiasmo muito estimamos”, sublinhou Luís de Matos. O grupo de trabalho participou, também, ao longo de três dias, na Polónia, num simpósio intitulado “Shaping a European Capital of Culture”.

Luís de Matos revelou, ainda, que a equipa que coordena decidiu avançar com a constituição de um Conselho Consultivo, “composto por peritos e personalidades locais, nacionais e internacionais”.

Um conjunto de ações que mostram o potencial do grupo de trabalho e fazem crer numa candidatura vencedora, que aposta na união e na entrega de todos a esta missão. “Dissemos desde a primeira hora que 2027 deveria ser um ponto de viragem. Uma oportunidade que não poderíamos perder. Por isso a reflexão que se impõe é de todos e, por isso também, esta candidatura deverá ser inclusiva, mobilizadora e apaixonada”, reiterou Luís de Matos. Três palavras que resumem bem o desejo desta equipa e o que poderá determinar o sucesso desta missão. Uma missão que passa também por pensar além de 2028. “É por isso que entendemos que os próximos oito anos são um período importante e decisivo na construção de uma capital cultural que se quer europeia, exemplar e inspiradora”, revelou o coordenador do grupo.

Quase no final do encontro no Café Santa Cruz, Carina Gomes informou ainda que a próxima comunicação pública vai acontecer em janeiro. Luís de Matos aproveitou para deixar uma novidade, sem, contudo, desvendar muito sobre esse assunto, pois será o tema principal do próximo encontro: a realização de um fórum internacional de discussão, que terá lugar em Coimbra, em março de 2019.