CMC destaca singularidade e pioneirismo do Festival das Artes

A 10ª edição do Festival das Artes, que vai decorrer de 13 a 22 de julho no Anfiteatro Colina de Camões e noutros espaços da cidade, foi hoje apresentada ao público, numa sessão que decorreu na Quinta das Lágrimas. O presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Manuel Machado, realçou a singularidade do festival e assegurou o apoio da autarquia nas futuras edições do evento. “Associamo-nos com todo o gosto a esta notável realização, que continua ao longo de dez edições a evidenciar esse pioneirismo e a promover iniciativas para todos”. “O que queremos é estimular este sentimento de pertença e de valor acrescentado que conseguimos trazer ano após ano (…) e é por isso que contarão com o nosso apoio”, acrescentou Manuel Machado. 

O presidente da CMC começou por destacar o papel e o empenho da família Júdice. “O Dr. José Miguel Júdice foi o foco difusor e a senhora arquiteta [Cristina Castel-Branco] a continuadora”, realçou Manuel Machado, desejando os melhores êxitos e “uma continuação construtiva e positiva” ao novo diretor do Festival, o filho e homónimo, José Miguel Júdice. “Faço votos de que o desafio seja alcançado podendo, obviamente, continuar a contar com o apoio da Câmara Municipal, porque este Festival das Artes é uma realização ímpar”, afirmou o presidente da CMC, dirigindo-se ao novo diretor. 

O Festival das Artes “tem conseguido mobilizar a cidade e o país e tem atraído mais pessoas a Coimbra”, prosseguiu o autarca, citando Fernando Martins, antigo professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (UC): “Amar é conhecer”. “O 10º Festival das Artes, pelos temas e pelos públicos que deseja cativar, com estas realizações, promove o amor e o conhecimento”, frisou, numa referência à temática desta edição, “Amores e Desamores”. 

“Os visitantes e moradores da cidade têm aqui uma oportunidade estimulante de conhecer mais coisas, que geralmente passam despercebidas”, prosseguiu Manuel Machado, numa alusão aos locais aprazíveis, como o Anfiteatro Colina de Camões, onde irão acontecer os espetáculos. O presidente da CMC deixou ainda uma palavra de apreço a todos os parceiros de um “projeto que é partilhado” e um desafio, “para que “todos consigamos aproveitar esta realização que é única no país e que merece ser visitada, porque vale e vale muito”.

A sessão de apresentação contou também, entre outros, com a presença da vereadora da Cultura da CMC, Carina Gomes, do diretor do Festival das Artes, Miguel Júdice, da presidente da Fundação Inês de Castro, Cristina Castel-Branco, da diretora regional de Cultura do Centro, Celeste Amaro, da vice-reitora da UC, Clara Almeida Santos, e da presidente da direção da Orquestra Clássica do Centro, Emília Cabral Martins.

A 10ª edição do Festival das Artes vai voltar, assim, a encher a Região Centro de música, artes plásticas, cinema e muito mais, com uma programação subordinada ao tema “Amores e Desamores”, inspirado na história de Pedro e Inês. O Anfiteatro Colina de Camões, nos jardins da Quinta das Lágrimas, será o palco principal do festival que oferece 24 eventos culturais distribuídos por sete ciclos. O concerto de abertura, do Ciclo de Música, com a Orquestra Filarmónica Portuguesa, dirigida pelo maestro Osvaldo Ferreira, está marcado para 13 de Julho, no Convento São Francisco. A antiga igreja do CSF, acolhe na noite seguinte, outro espetáculo, um concerto de música antiga.

O encerramento do festival fica a cargo da Orquestra Metropolitana de Lisboa, com Inês Costa no piano e direção do maestro Pedro Amaral. 

Informações adicionais em www.festivaldasartes.com.

Consulte aqui o programa completo do 10º Festival das Artes.