"Fernando Taborda, artesão de histórias num palco de palavras” patente na Casa Municipal da Cultura até 28 fevereiro

Foi ontem inaugurada, na Casa Municipal da Cultura, a exposição “Fernando Taborda, artesão de histórias num palco de palavras”. A vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Carina Gomes, salientou que “é com muito gosto que nós aceitamos este desafio de acolher aqui, na Casa Municipal da Cultura, esta exposição”.  “Tentamos ter aqui [Casa Municipal da Cultura] sempre programação de qualidade, exposições de qualidade. (…) Esta exposição dignifica e homenageia a vida e a obra de um homem que não sendo de Coimbra, muito valorizou a nossa cidade”, destacou Carina Gomes.

Esta trata-se de uma exposição de homenagem, organizada pela Cooperativa Bonifrates. A exposição estará patente ao público até 28 de fevereiro e terá como atividades complementares duas tertúlias, «O palco é a minha casa», no dia 27 de janeiro e «A humanidade é a minha aldeia», no dia 10 de fevereiro, ambas às 16 horas. Decorrerá, ainda, um Ciclo de Cinema, dedicado a Fernando Taborda, nas Sessões do Carvão, na Casa das Caldeiras, nos dias 7, 14 e 21 de fevereiro, sempre às 21h30.

(ver programa Ciclo de Cinema)

 

A EXPOSIÇÃO

Esta exposição é uma homenagem a Fernando Taborda terminando na data que assinala um ano sobre o seu desaparecimento (28 de fevereiro de 2017). É também um primeiro retrato documental do percurso artístico e pessoal do ator e do homem.

O foco principal da apresentação do Fernando Taborda nesta exposição é o teatro, em especial, as produções em que participou na Bonifrates. A partir delas procura-se dar a conhecer outras facetas da sua atividade artística e pessoal, desde o cinema à vida associativa e sindical, das experiências de juventude à guerra colonial, das recordações de família às memórias de amigos…

“Entre o sonho e a realidade nunca percebi bem se eras Sancho ou Quixote; mas soubeste sempre por onde andavas com teu Senhor e Amo.” (José Barata)

“O teatro era, para ele, a celebração da Humanidade. A celebração das suas lutas, das suas tragédias, das suas conquistas e dos seus fracassos. O teatro era o seu ser e a sua maneira de ser” (João Maria André)

A exposição propõe um percurso por vários núcleos temáticos, os quais servem de motivos e motes organizadores do conjunto das peças teatrais evocadas:

DAS FAMÍLIAS

A Família Dupond, (1997), de Alicia Guerra, com encenação de João Maria André

O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá (2003), a partir de Jorge Amado e Daniel Filipe, com dramaturgia e encenação de João Paulo Janicas

O Médico à Força (2008), de Molière, com encenação de João Paulo Janicas

 

PALAVRAS DE LIBERDADE

Fly By, (1995), de Alfonso Vallejo, com encenação de João Maria André

Eu não sou o Rappaport (2004), de Herb Gardner, com encenação de João Maria André

 

EM LUTA POR UM OUTRO PAÍS

Os homens e as suas sombras (1990), de Alfonso Sastre, com encenação de José Oliveira Barata

No país dos matraquilhos (1996), dramaturgia de João Maria André e direção musical de Amílcar Cardoso

 

O ATOR: A SEDUÇÃO E O PODER

O Escurial (1989), de Ghelderode, com encenação de José Oliveira Barata

A Vida do Grande D. Quixote de la Mancha e do Gordo Sancho Pança (1991), de António José da Silva, com encenação de José Oliveira Barata

D. Juan (1998), de Molière, com encenação de José Oliveira Barata

 

DAS MEMÓRIAS

Tão alegres que viemos! (2010), com versão dramatúrgica de João Maria André, Ideia cénica e encenação de João Paulo Janicas

Os últimos dias de Emanuel Kant (2012), de Alfonso Sastre, com encenação de Sílvia Brito

 

FICHA TÉCNICA

Fotografias de: Carlos Coelho, Susana Paiva, Paulo Pratas, Nuno Patinho, Rui Centeno, João Gordo, Sérgio Azenha, João Carlos Ferreira Santos, Pedro Malacas e outros que não foi possível identificar

Design gráfico: Ana Biscaia

Produção executiva: Carlos Coelho, Carlos Madeira, Cristina Janicas, Eurídice Rocha, Filipa Malva, João Paulo Janicas, Maria Manuel Almeida

Agradecimentos: Ateneu de Coimbra, Centro de Documentação 25 de Abril, A Escola da Noite, Margarida Mendes Silva, Sérgio Dias Branco, Susana Paiva e família de Fernando Taborda. Um agradecimento especial à equipa de montagem da Câmara Municipal de Coimbra (Casa Municipal da Cultura).

Apoios: Câmara Municipal de Coimbra, Centro de Estudos Cinematográficos da Associação Académica de Coimbra (CEC-AAC), Associação de Artes Cinematográficas de Coimbra (AACC) e Persona Non Grata Pictures

 

TABORDA NO CINEMA

7 A 21 FEVEREIRO 2018

em colaboração com a Cooperativa Bonifrates

 

SESSÕES DO CARVÃO

COORDENAÇÃO Sérgio Dias Branco

ORGANIZAÇÃO Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, com o apoio do TAGV

LOCAL Sala do Carvão, Casa das Caldeiras

O carvão é escuro. Também estas sessões são escuras, iluminadas apenas pela luz do projector. Esta iniciativa propõe ciclos constituídos por clássicos da história do cinema, compostos por obras com ligações temáticas, ou programados por alunos do 1.º ciclo do curso de Estudos Artísticos da FLUC. Muitos dos filmes são inéditos comercialmente em Portugal ou raramente são exibidos. Através destas descobertas ou redescobertas, pretende-se contribuir para uma cultura cinematográfica aberta e atenta, conhecedora e crítica.

Fernando Taborda faleceu em fevereiro de 2017. Um ano depois, homenageamos o actor e encenador da Cooperativa Bonifrates, mostrando a maior parte dos filmes em que participou. Começou no teatro na década de 1960. O cinema veio bastante mais tarde, mas não teve menos importância na sua carreira artística, em particular se nos lembramos das duas longas-metragens em que colaborou com o realizador António Ferreira. Este ciclo celebra Taborda como artista e humanista, bem patente no seu empenho cívico (no Ateneu de Coimbra) e político (como militante comunista), não desligando estas duas facetas que definem a sua visão da cultura como espaço de encontro e questionamento humano.

 

7 FEVEREIRO 2017

21:30   Esquece Tudo O Que Te Disse (2002), real. António Ferreira. Portugal. Cor. 108 min.

com a presença de Cristina Janicas (Bonifrates)

 

14 FEVEREIRO 2017

21:30   Pago para Ver (2008), real. Luís Manuel Almeida. Portugal. Cor. 7 min.

Humilhados e Ofendidos (2010), real. Dany Horiuchi e Salvador Palma. Portugal. Cor. 18 min.

O Voo da Papoila (2011), real. Nuno Portugal. Portugal. Cor. 15 min.

Posfácio nas Confecções Canhão (2012), real. António Ferreira. Portugal. Cor. 30 min.

Natais de Torga (2013), real. João Paulo Janicas. Portugal. Cor. 43 min.

Paloma (2015), real. coord. Nuno Portugal. Portugal. Cor. 19 min.

 

21 FEVEREIRO 2017

21:30   Embargo (2010), real. António Ferreira. Brasil/Espanha/Portugal. Cor. 80 min.