Sonhos de Pedro e Inês apresentados na IX Mostra de Doçaria Conventual e Regional de Coimbra

O segundo e último dia da IX Mostra de Doçaria Conventual e Regional de Coimbra, que decorreu este sábado e domingo, no Quartel da Brigada de Intervenção (antigo Convento de Sant’Ana), ficou marcado pela apresentação de um novo doce, batizado de Sonhos de Pedro e Inês. A mostra, de entrada gratuita, promoveu o melhor do património doceiro do país, tendo sido organizada pela Câmara Municipal de Coimbra (CMC) com a colaboração da Brigada de Intervenção.

O doce Sonhos de Pedro e Inês foi proposto pela pastelaria Vénus à Associação de Doceiros de Coimbra (ADOC), na sequência de um desafio que a CMC lançou à ADOC para criar um doce alusivo aos 650 anos da morte do Rei D. Pedro I.

Requeijão, canela, limão e, claro, o ingrediente principal, açúcar, formam a proposta da ADOC para assinalar, este ano, as tradições em Coimbra, neste caso, os 650 anos da morte do Rei D. Pedro I. Os Sonhos de Pedro e Inês foram apresentados ontem, com pompa e circunstância, na IX Mostra de Doçaria Conventual e Regional de Coimbra, pelo Grupo de Animação Cultural da Escola Secundária D. Duarte, que se trajou a rigor e presenteou o público com uma pequena intervenção cénica. O doce foi depois dado a provar ao público que se encontrava na mostra.

Já o ano passado, a ADOC tinha criado um novo doce, com a finalidade de assinalar os 500 anos da beatificação de Isabel de Aragão. O Rosa da Rainha também esteve ontem presente na mostra, ao lado de muitas outras delícias, como por exemplo o manjar branco, as arrufadas de Coimbra, os pastéis de Santa Clara, as barrigas de freira, as cavacas, os suspiros, as queijadas, as encharcadas, o pão-de-ló, os crúzios, as regueifas, o bolo de cornos, as nevadas ou os pastéis de Lorvão.

E houve mesmo prémios atribuídos, no âmbito da 3.ª edição do Concurso de Doçaria Conventual e Tradicional, promovido pela ADOC. Um concurso dirigido aos doceiros que integram a mostra, que ontem deu destaque, nos doces conventuais, às nevadas de Lorvão (o melhor doce conventual), ao pão-de-rala (medalha de ouro) e ao suspiro (medalha de prata) e, nos doces tradicionais, ao pão-de-ló de Margaride (o melhor doce tradicional), ao bolo de Santo António (medalha de ouro) e aos almendrados (medalha de prata).

A IX Mostra de Doçaria Conventual e Regional de Coimbra contou com a mais elevada participação de sempre e uma ampla abrangência nacional, trazendo a Coimbra 39 expositores doceiros, aos quais se juntaram as habituais participações da “Colares Editora” (Sintra) e do artesanato local, representado pela tecelagem de Almalaguês (Associação para a Preservação das Tradições Locais “Herança do Passado”) e por Maria José Nogueira (artesã conimbricense, na área dos registos de Santos). Os expositores representam estabelecimentos comerciais ligados às áreas da Doçaria e Pastelaria e outras Associações/Confrarias do ramo.

A preciosa herança de alguns conventos de Coimbra – Celas, Santa Clara e Santana – esteve bem representada, através da presença de participantes da região centro, provenientes de Alcobaça, Alfeizerão, Ançã, Aveiro, Coimbra, Lamego, Leiria, Lorvão, Miranda do Corvo, Ovar, Pereira, Pombal, Tentúgal e Tomar. Mas não foram as únicas especialidades doceiras presentes. A mostra contou também com expositores oriundos de outros pontos do país, designadamente de Amarante, Braga, Cabeceiras de Basto, Caldas de Vizela, Évora, Felgueiras, Guarda, Régua, Reguengos de Monsaraz, Santa Maria da Feira e Vila Real.