Visita acompanhada aos “Cataventos da Baixa de Coimbra”

O Dia Mundial do Vento (comemorado a 15 de junho) é uma efeméride que inspirou uma visita acompanhada que a Câmara Municipal de Coimbra (CMC) proporciona, amanhã, às 11h00, com acesso livre. A visita escolhida para comemorar o Dia Mundial do Vento designa-se “Cataventos da Baixa de Coimbra”. 

Desenrola-se num percurso da Portagem à Rua da Sofia em que os participantes poderão apreciar alguns cataventos existentes em sítios tradicionais e (re)ver, durante o trajeto, outros pormenores arquitetónicos em ferro, como é o caso, a título de exemplo, da invulgar fachada do Edifício Chiado (Museu Municipal de Coimbra).

Com esta iniciativa, o Município pretende chamar a atenção para a arte da serralharia em Coimbra, introduzida na viragem do século XIX para o XX, na Escola Livre das Artes e do Desenho, por António Augusto Gonçalves.

Dirigida a um público de todas as idades, os interessados em participar na visita deverão proceder a uma inscrição (obrigatória), através do telefone 239 840 754, sendo que a mesma se realizará com um mínimo de 5 inscritos e um máximo de 25.

O programa de visitas guiadas da Câmara Municipal de Coimbra prossegue no próximo dia 20 de junho. Neste caso, as visitas realizam-se com um mínimo de 10 pessoas e um máximo de 30. Os interessados devem fazer a sua inscrição, via telefónica ou presencial, na CMC, Casa Aninhas – telef. 239 857 500, ou Casa Municipal da Cultura –  telef. 239 702 630. As visitas têm o seu início às 15h00 e todas as entradas pagas são da responsabilidade dos participantes, que são devidamente informados dessa circunstância.

No próximo dia 20 de junho, pelas 15h00, o tema é Tesouros de uma Cidade Património Mundial. Trata-se de uma visita guiada pelas ruas da Alta de Coimbra, focando as vivências, memórias, tradições e aspetos histórico-culturais, patrimoniais e imateriais da cidade. Uma vez que algum património de Coimbra é classificado pela UNESCO, torna-se imperativo criar uma consciência coletiva para a preservação do espaço edificado, cultural e imaterial, sendo certo que alguns destes e outros bens necessitam de maior divulgação.

De uma vasta riqueza patrimonial, cultural e imaterial, Coimbra foi formando, ao longo dos séculos, na consciência nacional, um conceito de multiculturalidade e uma identidade única, através da sua pluralidade intelectual, da sua expressão cultural, profissional e do seu associativismo. Este percurso dá continuidade à linha de promoção dessa identidade multicultural e de tolerância intelectual sempre presente nas vivências urbanas conimbricenses, no pormenor arquitetónico e patrimonial existente, nas suas histórias, atraindo deste modo um maior número de visitantes a este espaço nobre da cidade.

Local de Encontro – Largo D. Dinis

Dia 22 de junho, 15h00: Do Revivalismo ao Modernismo. Uma visita guiada que associa as correntes artísticas, de finais do século XIX/início do século XX, ao desenvolvimento da cidade de Coimbra durante este período, através da observação de património edificado. Em diferentes épocas da história, as sociedades sentiram necessidade de ir ao passado buscar inspiração às chamadas “Eras de Ouro”. O Revivalismo é a denominação deste fenómeno sociocultural que nesta época se afirma através do Neoclassicismo.

Deste reviver de épocas de ouro à introdução de novas ideias, técnicas e materiais que irradiam de outros países e chegam até nós num período conturbado da história, também a Arte Nova marca de forma visível o andamento da história. O objetivo desta visita temática é o de apresentar e promover alguns exemplares destas correntes artísticas de património edificado na cidade, reforçando a qualidade do mesmo e realçando a persistente adaptação da cidade às mudanças dos tempos e épocas.

Local de encontro: Posto Municipal de Turismo da Praça da República

Dia 29 de junho, 15h00: Da Sereia a Santa Cruz. Visita guiada que compreende a evolução da cidade no espaço que medeia o Jardim da Sereia e o Mosteiro de Santa Cruz, relacionando-a com o desenvolvimento desta casa religiosa, desde a sua fundação até à atualidade. Fundado no reinado de D. Afonso Henriques, o Mosteiro de Santa Cruz é considerado como a mais importante casa monástica, em Coimbra, e marca um período elementar na formação da identidade de Portugal, contribuindo para a afirmação política de Coimbra durante a fundação do reino.

Estendia-se da Baixa até à Quinta de Santa Cruz e integrava várias unidades fundamentais à vida da comunidade: horta, celeiro, enfermaria e espaços de lazer protegidos pela sua cerca monacal. Com início no Jardim da Sereia, esta visita tem por objetivo reviver os espaços outrora pertencentes ao Mosteiro de Santa Cruz, a vivência e atividade dos seus Cónegos Regrantes, valorizando o património deste espaço citadino central, cujo perímetro é de vital importância para Coimbra.

Local de encontro: Casa Municipal da Cultura