Exposição sobre “Xutos & Pontapés” na Casa Municipal da Cultura até dezembro

A Câmara Municipal de Coimbra tem patente ao público, na Casa Municipal da Cultura, até ao dia 29 de dezembro, uma exposição sobre os “Xutos & Pontapés”. Considerado como um dos principais grupos de rock no panorama nacional, com uma sonoridade inconfundível, os “Xutos” são o mote desta exposição que apresentará vários tipos de documentos existentes no acervo da Biblioteca Municipal de Coimbra.

O visitante encontrará capas de discos de vinil, capas de CD’s, coletâneas, DVD’s, monografias, cartazes e periódicos que evidenciam a energia, a criatividade e a irreverência desta banda que comemora este ano 40 anos de existência e que move fãs de várias gerações.

A atitude que os “Xutos & Pontapés” sempre revelam em palco estará, também, presente nas canções e videoclips que podem ser, respetivamente, ouvidas ou visionados.

A discografia mais conhecida dos “Xutos” inclui Cerco (1985), Circo de Feras (1987), Gritos Mudos (1990), Dizer Não De Vez (1992), Dados Viciados (1997), Tentação (1998), Mundo ao Contrário (2004), Xutos & Pontapés (2009). De entre os singles editados destacam-se Toca e Foge (1982), Remar Remar (1984), Barcos Gregos/Homem do Leme (1986), Contentores (1987), Sai P’ra Rua (1987), Para ti Maria (1988), Se Me Amas/Submissão (1989) ou Chuva Dissolvente (1992).

Presença marcante na vida de muitos portugueses, de diversas faixas etárias, a formação dos “Xutos & Pontapés” acontece em dezembro de 1978, então, com Zé Pedro (guitarra), Kalú (bateria), Tim (baixo) e Zé Leonel (guitarra) tendo-se estreado em concerto no espaço “Alunos de Apolo”, a 13 de janeiro de 1979, para comemorar os 25 Anos do Rock & Roll.

Em 1981, Francis substituiu Zé Leonel, assumindo Tim as vozes principais. Em 1983 Francis abandonou o grupo, abriu espaço para as entradas de Gui (saxofone) e João Cabeleira (guitarra), cristalizando a formação que enfrentou as quatro décadas que se seguiram e que ergueram os “Xutos & Pontapés” ao grande sucesso junto do público.

Nesta exposição destaca-se Zé Pedro (falecido em 2017), cofundador da banda, um ícone da cultura musical e que fez história no rock’n’roll em Portugal. A 30 de novembro de 2018 passa um ano sobre a morte de Zé Pedro, o guitarrista que terá sempre um lugar cativo na banda e no coração do público português.

De acesso livre, a mostra pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 19h30, e ao sábado, das 11h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00, no edifício da Casa Municipal da Cultura (Rua Pedro Monteiro, Coimbra).