Comissão Municipal da Defesa da Floresta contra Incêndios aprovou plano para 2017

A Comissão Municipal de Defesa da Floresta procedeu hoje à discussão e aprovação do Plano Operacional Municipal (POM) 2017 (que faz parte do Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios), no decurso de uma reunião presidida pelo líder do executivo camarário, Manuel Machado, na qualidade de presidente da referida comissão. “Estamos confiantes que todos estão em estado de prontidão e que as coisas vão correr bem”, exprimiu Manuel Machado, após a provação do plano. 

Participaram nos trabalhos os representantes das entidades que constituem esta comissão municipal, entre os quais Jorge Alves, vereador da Proteção Civil da CMC, Serra Constantino, diretor do departamento do Serviço Municipal de proteção Civil, Joana Oliveira, técnica municipal do Gabinete Técnico Florestal da CMC, Paulo Palrilha, comandante da Companhia de Bombeiros Sapadores de Coimbra, António Nobre e Jorge Nobre, primeiro e segundo comandante dos Bombeiros Voluntários de Coimbra, respetivamente, Acácio Monteiro, comandante dos Bombeiros Voluntários de Brasfemes, António Monteiro, subintendente da Polícia de Segurança Pública, Joana Lourenço, da Guarda Nacional Republicana, Inês Lopes, do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), e Luis Alcobia, da entidade gestora Zona de Intervenção Florestal - Coimbra Este.

Num primeiro momento do encontro, as entidades e instituições presentes que integram os três pilares de intervenção - prevenção, vigilância e combate – propuseram algumas alterações, procedendo de seguida à aprovação o documento. O que se pretende é criar condições que permitam concretizar os objetivos e atingir as metas definidas pelo Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PNDFCI), documento que dá o enquadramento a toda a planificação a desenvolver nesta matéria pelos municípios.

No momento, o presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) manifestou a sua preocupação no sentido de que as entidades envolvidas possam dar o seu melhor contributo relativamente ao risco de incêndio, bem como para a segurança dos cidadãos e seus bens. 

Manuel Machado entende que o Comando Distrital de Operações de Socorro de Coimbra deve ser instalado “condignamente”, em Coimbra, no Aeródromo Municipal Bissaya Barreto. “É o local mais indicado por razões logísticas”, opinou.

O POM 2017 é um instrumento de planeamento operacional elaborado pela autarquia, que identifica o dispositivo operacional para as ações de vigilância, deteção, fiscalização, 1ª intervenção, combate, rescaldo e vigilância pós incendio. Com a intenção principal de aplicar medidas que permitam reduzir o número de ocorrências, o POM tem como objetivos específicos analisar e avaliar a situação dos recursos de prevenção e combate aos incêndios florestais, melhorar o conhecimento das causas dos incêndios e das suas motivações, proteger as florestas e as populações contra os incêndios florestais, envolver e responsabilizar as comunidades, educar e sensibilizar as populações, reforçar e integrar recursos para dissuasão e fiscalização e melhorar a eficácia e eficiência do ataque e da coordenação de meios de combate a incêndios.

O plano relativo ao concelho de Coimbra pretende ainda garantir a segurança de pessoas e bens; melhorar o sistema de vigilância e deteção de incêndios florestais; garantir uma resposta rápida, eficaz e coordenada dos meios; e reduzir a área ardida e o número de ocorrências. Nele podemos encontrar a caracterização geral do concelho, os meios e recursos, o inventário de viaturas e equipamentos, os setores territoriais, as funções e responsabilidades dos dipositivos operacionais, os meios complementares de apoio ao combate, os procedimentos de atuação consoante o nível de alerta, a rede de vigilância e deteção, as diferentes fases de intervenção, a cartografia, entre outros.