Quinta, 09 de Setembro de 2010

Percursos da Natureza de Coimbra

Lapa dos Esteios
Lapa dos Esteios
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Localizada na margem esquerda do Mondego, à saída Sul de Coimbra, na estrada das Lajes, da “Lapa” cantada pelos estudantes, fica a saudosa memória perpetuada em estampas e nas lápides que guardam inscrições poéticas. Fazendo parte da Quinta das Canas, setecentista, é hoje um imóvel público da Guarda Nacional Republicana, sobranceiro ao rio Mondego, para o qual tem um ancoradouro, e de onde se pode desfrutar de uma paisagem magnífica e tranquila do rio e da cidade. A sua entrada é majestosa e faz-se a partir de um sumptuoso portão seguindo-se o jardim e uma alameda de plátanos (Platanus x hispanica) com a Fonte da Primavera, datada do séc. XVII, ao centro.

 

 

Do seu ancoradouro, os visitantes podem desfrutar da beleza do espelho de água do rio Mondego e da exuberante vegetação ribeirinha (salgueiros, freixos, amieiros) que ladeia as margens do rio. A cidade surge na margem oposta, com todo o seu esplendor: à frente, o Pavilhão Centro de Portugal e o Parque Verde do Mondego, e, no seguimento, o Parque Dr. Manuel Braga e o renque de plátanos que acompanham o rio, mais acima fica a Universidade e a bonita e verde encosta do Jardim Botânico.

 

 

O rio prende a atenção de qualquer visitante. Muitas são as espécies de peixes que ocorrem nestas águas, tanto autóctones como introduzidas. Os peixes exóticos são competidores naturais e predadores das espécies autóctones, constituindo uma ameaça permanente para a nossa fauna ictiológica.


Com uma aproximação cautelosa, para não perturbar a fauna que faz deste recanto o seu habitat, pode observar-se a elegante garça-cinzenta (Ardea cinerea) e ver de passagem o exuberante guarda-rios (Alcedo atthis), com as cores metalizadas (azul no dorso e laranja na zona ventral), que atravessa o rio vezes sem conta.


 
» Destaques
Portão de entrada
Portão de entrada
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A sua entrada é majestosa e faz-se a partir de um sumptuoso portão seguindo-se o jardim e uma alameda de plátanos (Platanus x hispanica) com a Fonte da Primavera, datada do séc. XVII, ao centro. Os jardins são limitados pelo tradicional buxo (Buxus sempervirens) e compostos por plantas como a açucena (Lilium candidum), as sardinheiras (Pelargonium sp.), os cravos (Dianthus caryophyllus) e as roseiras (Rosa sp.). Plantas espontâneas da nossa flora também ocorrem: boca-de-lobo (Antirrhinum majus), rosa-albardeira (Paeonia broteroi), erva-de-são-roberto (Geranium robertianum),  folhado (Viburnum tinus subsp. tinus) e aderno (Phillyrea latifolia), planta ainda comum na encosta de Santa Clara. Nos lugares mais húmidos é possível observar várias espécies de fetos.
Guarda-rios (Alcedo atthis)
Guarda-rios (Alcedo atthis)
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Ave ribeirinha de cor e silhueta inconfundíveis.  Voa baixo e a grande velocidade sobre a água, empoleira-se num caniço que esteja debruçado sobre a água, espreitando a presa determina a sua posição, mergulhando de seguida para apanhar o peixe. Para área de reprodução, escolhe sempre águas calmas, com abundância de peixe e muitos locais de pouso, aproveitando os taludes do rio, para em inícios de  Abril aí escavar o ninho.
Amieiro (Alnus glutinosa)
Amieiro (Alnus glutinosa)
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É uma árvore espontânea em Portugal, que se desenvolve bem nas margens dos cursos de água e terrenos húmidos. Pode atingir 25 m de altura e raramente ultrapassa os 120 anos de idade.  As suas folhas são redondas a ovadas, com 4 a 10 cm de comprimento e os seus pequenos frutos fazem lembrar as pinhas de algumas árvores resinosas.  As suas raízes abrigam microorganismos fixadores de azoto, aumentando desta forma a fertilidade dos solos.  A sua madeira é utilizada no fabrico de colheres de pau e calçado de madeira (tamancos).
Como observar peixes
Como observar peixes
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Os melhores dias são os claros e com sol, durante a Primavera e o Verão. Deve-se caminhar em silêncio pelas margens, e de forma cuidada para não cair à água.  As bolhas de água, ou uma pequena ondulação, podem ser indícios da presença de peixes.  As zonas de remansos com vegetação ripícola, restos de plantas e pedras submersas são locais onde,  geralmente, ocorrem peixes.
 
» Informações úteis
Duração média da visita: 1,5 horas Transportes disponíveis: Autocarro dos SMTUC
Melhor época para visita: Todo o ano Visita: Inscrição de grupos
Grau de dificuldade: Baixo Infra-estruturas:
Acessos: A partir do centro da cidade, Largo da Portagem, Ponte de Santa Clara, Av. Inês de Castro, EN 110-2 Contacto para mais informações: Guarda Nacional Republicana
Percurso MONDEGO - Escolha na imagem abaixo os ponto chave do percurso
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