| Mata de S. Silvestre |
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Avançando pelos caminhos agrícolas do Baixo-Mondego, depois de passarmos ao lado de dezenas de ninhos de cegonha-branca, localizados nos postes de alta tensão, avistamos desde logo outra mata com árvores de grande porte. Trata-se da Mata de S. Silvestre, que está a ser objecto de reabilitação ecológica, no sentido de serem erradicadas as espécies de árvores exóticas invasoras, como a acácia ou o espinheiro-da-virgínia, e na qual se pretende impor a composição florística de um bosque ribeirinho de acordo com as características edafo-climáticas da região.
Nesta mata pode realizar-se um pequeno percurso pedestre, funcionando como um palco de demonstração natural. O percurso percorre um troço da vala da Cova através de um passadiço em madeira que torna visitável esta parte da mata mesmo durante o Inverno e permite admirar as plantas e aves ribeirinhas, nomeadamente o voo rasante do guarda-rios e o chapim-rabilongo, inconfundível devido à sua longa cauda, que aproveita os ramos das árvores e arbustos para construir o seu elaborado ninho com a abóbada coberta de líquenes e com uma pequena entrada. No Outono chega a invernante estrelinha-de-cabeça-listrada. Na proximidade da vala da Cova está a ser reabilitada a galeria ripícola com amieiros, salgueiro-preto, sabugueiros e com o amieiro-negro. À medida que progredimos para o interior da mata, já com um solo mais amadurecido, encontramos núcleos da vegetação característica do bosque ribeirinho, onde estão presentes os carvalhos, o medronheiro, o loureiro, o abrunheiro-bravo, a roseira-brava, o lentisco-bastardo e o folhado, arbusto mediterrânico que se mantém verde todo o ano e cujas bagas, quando maduras, são azuis-escuras. |
| Geneta (Genetta genetta) |
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A geneta, animal nocturno que tem como principais armas a velocidade e a agilidade, e a doninha são duas espécies pertencentes à classe dos mamíferos, que ocorrem na Mata, onde se refugiam por entre a vegetação ou em troncos ocos.
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| Galinha-d'água (Gallinula chloropus) |
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Ave de fácil identificação, de plumagem escura, com a cobertura da cauda de penas brancas, patas vermelhas, fronte vermelha. Nidificam nas depressões húmidas, pauis e linhas de água do Baixo-Mondego. O ninho é uma pilha de folhas e talos, construído na água, com 7 a 10 ovos incubados durante 22 dias. Em situações de perigo conseguem mergulhar e “voar” debaixo de água.
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| Salgueiros (Salix spp.) |
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Ocorrem espontaneamente em terrenos húmidos, margens de rios e ribeiras. Folha de forma lanceolada ou elíptica e caduca. As flores dispõem-se em amentilhos que atraem os insectos. São de grande utilidade para o homem, que os utiliza para caixotaria, no fabrico de cestos, de palitos e na empa das vinhas. Foi a partir da casca de salgueiro que no séc. XIX foi isolado o ácido acetilsalicílico, que em 1899 deu origem ao medicamento conhecido por aspirina.
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| Percurso MATAS RIBEIRINHAS - Escolha na imagem abaixo os ponto chave do percurso |
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