Dívida da CMC reduzida em mais de uma terço no atual mandato

O presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Manuel Machado, assegurou hoje que o Município ficará com a respetiva dívida reduzida em mais de um terço, no termo do mandato em curso, que termina no final do próximo mês de setembro. “Quando este Executivo camarário concluir o seu mandato terá reduzido mais de um terço do endividamento da Câmara que encontrou quando assumiu funções em 2013”, garantiu Manuel Machado, durante o discurso que proferiu hoje, na sessão solene comemorativa do 25 de Abril, que decorreu no Salão Nobre da CMC.

Manuel Machado avançou com mais um dado que atesta a atual “saúde” financeira do Município. “Este ano, o superavit operacional que vamos levar à Assembleia Municipal do próximo dia 28 de abril será de 29 milhões de euros!”, sublinhou. No entanto, conforme explicou, este montante não tem a ver com qualquer política aforradora. Antes pretende dotar a Câmara de capacidade de investimento e de resposta às contrapartidas nacionais nos financiamentos comunitários.

“Este montante – e, mais ainda, os montantes que este dinheiro permitirá alavancar – constitui o instrumento central para concretizar todas as ações do nosso projeto para valorizar Coimbra, permitindo assumir, por exemplo, a contrapartida nacional dos projetos financiados pelas verbas europeias do Portugal 2020”, explicou.

Em dia de comemoração do 25 de Abril e já num registo mais reivindicativo, Manuel Machado exigiu ao Governo a concretização do Sistema de Mobilidade do Mondego, mais conhecido como o Metro Mondego, assim como a remodelação da estação de Coimbra B, que, sintomaticamente, apelida de “apeadeiro velho”.

Por último, o líder da autarquia coimbrã apontou as premissas do futuro: “qualidade de vida urbana, empresas inovadoras e liderança no conhecimento e na cultura; é nestes três pilares que Coimbra 2017 – Coimbra, 43 anos depois do 25 de Abril – assenta o seu projeto para recriar a esperança no futuro”.

Na sessão não esteve nenhum representante do CDS pelo que não houve intervenção de um elemento deste partido representado na Assembleia Municipal de Coimbra. Já a representante do movimento Cidadãos por Coimbra, Catarina Martins, defendeu que “é preciso, pois, em Coimbra, reconstruir Abril. Renovar o poder, regressando aos fundamentos: a rua, o povo, a cidadania. A democracia como soberania popular. A representação política como execução dessa vontade. O governo como serviço do povo e da comunidade, como construção da igualdade e da justiça, do desenvolvimento e do bem-viver.”

Jorge Seabra (CDU) destacou um momento que se concretizou após a sessão no Salão Nobre. “Pouco depois desta Assembleia, teremos a inauguração da Praça General Augusto Monteiro Valente, corajoso militar de Abril, que marcará a homenagem absolutamente merecida e oportunamente solicitada por uma iniciativa cidadã, a que todos nos associamos com o maior regozijo”, afirmou, para logo de seguida deixar um lamento: “Infelizmente, não teremos um gesto semelhante em relação a Alberto Vilaça, embora tivesse havido iniciativa similar e com a mesma origem.”

Nuno Freitas (PSD) optou pela intervenção mais minimalista da sessão, mas também a mais invulgar. O social-democrata afixou três palavras na tribuna onde discursou: “Coimbra”, “Mudança”, “Agora!”.

Por último, no que diz respeito aos representantes de partidos políticos com assento na Assembleia Municipal de Coimbra, Ferreira da Silva (PS) avisou: “Se não estivermos atentos, se não tivermos cuidado, um dia, quando acordarmos, em vez de termos um presidente da Câmara da liberdade e das liberdades, de reputadíssima honestidade, podemos ter um presidente da Câmara dos negócios e dos amigos”.

O Salão Nobre da CMC esteve praticamente cheio para assistir à sessão solene das Comemoração deste 43.º aniversário do 25 de Abril. Em seguida os participantes dirigiram-se para a escadaria e átrio do edifício, onde assistiram ao espetáculo “Somos os poemas que dizemos” pelos Jograis da Bonifrates.