Ponte definitiva para a praia fluvial de Palheiros e Zorro já tem projeto de execução

O projeto de execução da ponte pedonal definitiva a instalar na Praia Fluvial de Palheiros e Zorro foi aprovado, por unanimidade, na reunião de ontem do executivo da Câmara Municipal de Coimbra. A futura ponte pretende substituir as estruturas de atravessamento temporárias colocadas nos últimos anos e que muitas vezes eram arrastadas pelas águas em períodos mais chuvosos.

Tratando-se de uma ligação duradoura, a nova obra de arte vai permitir o atravessamento de peões, bicicletas e motociclos com maior segurança, durante todo o ano. Pode também ser utilizada por veículos ligeiros de emergência, razão pela qual vai dispor de barreiras amovíveis dissuasoras de trânsito automóvel. A estimativa do seu custo ascende a 592.660 euros (+IVA).

A qualidade ambiental e paisagística, bem como a proximidade de Coimbra, têm motivado uma utilização cada vez mais intensa da Praia Fluvial de Palheiros e Zorro, principalmente nos meses de verão. A nova ponte vem também consolidar um percurso existente e que se pretende valorizar - o Trilho do Mondego, que se desenvolve desde a Mata Nacional de Vale de Canas até à Ribeira de Vale Bom -, e que tem sido, até à data, garantido pela estrutura de atravessamento temporária.

A implementação da nova ligação foi estudada por forma a garantir uma boa inserção em ambas as margens do rio, procurando minimizar o impacto, sobretudo na margem esquerda, onde a ponte e os acessos se elevam em relação à envolvente. Na margem direita, o espaço de entrada no tabuleiro é garantido por uma plataforma que estabelece o apoio da ponte e a relação de cotas entre o arruamento e o caminho que sobe até à estrada nacional 110 e a Rua de acesso ao rio, Rua Porto Meio.

A cota definida para o tabuleiro da ponte é determinada pela cota de cheia centenária e margem de segurança. A ponte proposta é uma estrutura treliçada de perfis de aço que se desenvolve entre dois maciços de acesso em betão armado, localizados nas margens. Apresentará três tramos com idêntica secção transversal e dois de remate, em consola, junto às margens. A dimensão dos vãos é de cerca de 10 metros, junto às margens, a que se juntam três vãos de aproximadamente 40 metros, para um total de 145 metros entre apoios.

O tabuleiro da ponte terá 2,50m de largura e pendente inferior a 2%. No total, a estrutura mede 3,50m de largura e 3,50m de altura. O pavimento será em chapa galvanizada perfurada.

Os quatro pilares da futura travessia implantam-se no leito do rio. A sua localização foi estudada e definida por forma a minimizar o seu impacto no curso de água e, em simultâneo, garantir vãos economicamente viáveis para a estrutura da ponte e viabilidade do investimento. Os pavimentos das duas rampas de acesso vão ser feitos em betão e as pendentes foram projetadas por forma a garantir a acessibilidade a pessoas com mobilidade condicionada.

O desenvolvimento deste projeto implicou contatos regulares com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) no sentido de se definirem parâmetros hidráulicos determinantes para a cota da ponte. Refira-se que a APA já emitiu a respetiva Autorização de Utilização de Recursos Hídricos. Tendo ainda em conta que a ponte irá ocupar solos integrados nas cartas da Reserva Agrícola Nacional (RAN) e da Reserva Ecológica Nacional (REN) do Plano Diretor Municipal (PDM) do concelho de Coimbra foram também já emitidos pareceres favoráveis pela Entidade Regional da Reserva Agrícola Nacional do Centro e pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro.