Pavilhão Centro de Portugal acolheu encontro sobre o Dia da Mulher

O presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Manuel Machado, esteve ontem ao fim da tarde, no Pavilhão Centro de Portugal, onde decorreu um debate, que pretendeu assinalar o Dia Internacional da Mulher. Organizado pela Associação Orquestra Clássica do Centro, em colaboração com o Laboratório de Bioquímica Genética (LBG) e com o apoio da CMC, este encontro contou com a presença de Catarina Resende de Oliveira (investigadora), Marta Brinca (médica), Cristina Matos (professora), Manuela Grazina (investigadora e responsável pelo LBG) e Polybio Serra e Silva (médico e poeta). A moderação ficou a cargo de Jorge Castilho (jornalista).

Chamado a fazer a abertura do debate, Manuel Machado falou essencialmente de direitos humanos e de igualdade de género. “Este é um dia que celebra a luta pelos direitos humanos, lembrando homens e mulheres que morreram e, por isso, é um dia especial”, realçou. O edil reforçaria a ideia dizendo que o “Dia da Mulher celebra os direitos humanos conquistados e os direitos de género conquistados”.

Ao abordarem esta questão, as intervenientes no painel focaram as suas intervenções falando dos seus casos particulares, enquanto mulheres e profissionais, e lembrando as suas famílias. 

Marisa Matias, eurodeputada eleita pelo Bloco de Esquerda, não marcou presença física na sessão, mas falou via vídeo, salientando “que este é um dia político, estando ainda muitas lutas por cumprir”. “Queremos direitos”, referiu a parlamentar. 

Marta Brinca falou da sua avó e da sua mãe, duas mulheres que a marcaram profundamente. Cristina Matos abordou o fato de ser uma mulher professora, numa escola em que os alunos são maioritariamente de etnia cigana, comunidade na qual a presença masculina é muito vincada. Catarina Resende de Oliveira falou da sua família, numerosa, mas com irmãos metade homens e metade mulheres e de, por isso, não sentir a diferença de géneros. Profissionalmente, a investigadora referiu que se move essencialmente num mundo de homens, mas que isso não a intimida. 

“Assusta-me quando se fala da igualdade de género”, começou por referir Manuela Grazina, que acrescentou que “procurar a igualdade de direitos é procurar o respeito”. Como curiosidade, referiu o facto de ser caçadora, por influência do pai, uma atividade que é essencialmente masculina e de, no princípio, ao tirar a licença, tal não ter sido muito bem visto. 

A encerrar o encontro, Polybio Serra e Silva fez um elogio da mulher e falou de algumas que se destacaram em Portugal, como Maria de Lurdes Pintasilgo, que chegou a primeira-ministra.

No final, Manuel Machado ofereceu rosas a todas as intervenientes no painel.