Embaixador moldavo sugere geminação com Coimbra

O presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Manuel Machado, recebeu hoje, no seu gabinete, o embaixador da República da Moldávia em Portugal, Dumitri Socolan. Uma visita de cortesia, que serviu para o presidente da CMC e o embaixador moldavo se conhecerem e falarem sobre as relações entre a cidade de Coimbra e a Moldávia. Dumitri Socolan deixou claro que gostaria de ver uma cidade moldava geminar-se com Coimbra, ideia que Manuel Machado acolheu bem, sugerindo, porém, que essa geminação passe também pela ligação com outras entidades, como a Universidade de Coimbra (UC) e o Instituto Pedro Nunes (IPN). 

“Gostaria de avançar para uma geminação. Quais seriam as possibilidades de realizarmos uma geminação?”, perguntou Dumitri Socolan, que se fez acompanhar nesta visita a Coimbra pelo seu conselheiro Valeriu Ostafii. “As geminações devem ir para além das instituições que a formalizam. No meu entendimento, essa geminação deveria envolver a Universidade de Coimbra, o Instituto Pedro Nunes – que aqui vos apresentei – ou agentes culturais”, respondeu Manuel Machado, salientando ter todo o gosto e interesse na realização da geminação.

“Pela experiência que temos, as geminações mais duradoras e prolíficas são as que assentam neste princípio”, defendeu o presidente da CMC, explicando que das mais de 20 geminações que Coimbra tem, as que melhor funcionam são as que têm outras entidades envolvidas. “Sim, não pode ser uma geminação morta”, retorquiu Dumitri Socolan, adiantando que hoje visitará a UC e que uma das propostas que pretende fazer ao seu reitor, João Gabriel Silva, é a de uma ligação entre a UC e uma universidade pública da Moldávia.

 “Vamos falar com a Universidade de Coimbra para celebrarmos uma geminação com a nossa Universidade. E depois queremos, então, incluir o Instituto Pedro Nunes”, salientou Dumitri Socolan. “Se quiserem fazer uma visita ao Instituto Pedro Nunes, é só dizerem. Faremos o contacto daqui”, afirmou, por sua vez, Manuel Machado, agradecendo a visita do embaixador moldavo e assegurando que, da parte da CMC, podem contar com todo o apoio para se avançar para a geminação. “Obrigado por nos acolher tão bem”, sublinhou, por sua vez, Dumitri Socolan.

O presidente da CMC e o embaixador da República da Moldávia em Portugal trocaram lembranças no Salão Nobre dos Paços do Concelho e seguiram para uma curta visita à Igreja de Santa Cruz, que Dumitri Socolan afirmou querer conhecer depois de Manuel Machado, durante a conversa no seu gabinete, ter falado um pouco sobre a história de Portugal, e particularmente a de Coimbra, e ter informado o embaixador moldavo que é nessa igreja que se encontra o túmulo do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques.

A República da Moldávia é um pequeno país no leste europeu, que faz fronteira com a Roménia a oeste e com a Ucrânia pelos outros lados, não tendo saída para o mar. Tem uma população de menos de 5 milhões de habitantes e já chegou a fazer parte do Império Russo, da Roménia e, após a Segunda Guerra Mundial, foi forçado a anexar-se à União Soviética. Chisinau, com uma população de cerca de 800 mil habitantes, é a maior cidade e o centro económico e cultural do país. O romeno é o idioma oficial, mas o russo também é muito falado.

Segundo o conselheiro do Embaixador da República da Moldávia em Portugal, existem cerca de 30 mil moldavos a residir em Portugal.