O Plano Operacional Distrital (PLANOP) de Coimbra, criado no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) 2017, foi hoje apresentado, publicamente, numa sessão que decorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) e foi presidida pelo secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes. O distrito de Coimbra vai manter o dispositivo de combate a incêndios de 2016, contando, no período mais crítico, a “Fase Charlie”, com 289 bombeiros, 62 veículos e 125 sapadores florestais. A aposta será na deteção precoce e no ataque inicial, de forma a evitar que os incêndios assumam dimensões incontroláveis.

A sessão de apresentação arrancou com o discurso de boas vindas do vereador da CMC responsável pela Companhia dos Bombeiros Sapadores de Coimbra, Jorge Alves, que começou por agradecer a escolha da nossa cidade para a apresentação do documento de 2017 e a presença do secretário de Estado da Administração Interna. Jorge Alves salientou ainda a importância do trabalho desenvolvido pelos bombeiros sapadores e garantiu a disponibilidade da CMC para ajudar no que for necessário. “Estamos sempre disponíveis para colaborar com os nossos meios em qualquer zona do país”, assegurou, desejando, contudo, que tal não seja necessário. “Esperamos que não seja preciso, será um bom sinal”, concluiu.

O PLANOP foi apresentado, de seguida, pelo Comandante Operacional Distrital (CODIS) de Coimbra, Carlos Luís Tavares. O CODIS iniciou a apresentação do documento com uma breve caracterização do distrito de Coimbra, recordando que este tem 17 concelhos, 145 freguesias e que a área florestal representa cerca de 60 % da ocupação do solo. Carlos Luís Tavares explicou ainda a importância do PLANOP, no âmbito do DECIF 2017, referindo que este está afeto à Autoridade Nacional de Proteção Civil e se trata de um instrumento de planeamento, organização e coordenação entre os agentes e as entidades que o integram, pretendendo garantir “uma resposta operacional, articulada e coordenada, no combate aos incêndios florestais”. 

“A mensagem que queremos transmitir é de confiança e de que juntos fazemos mais e melhor”, sublinhou Carlos Luís Tavares. “A aposta é na deteção precoce, no empenho na fase inicial dos incêndios”, prosseguiu, argumentando que o objetivo é não deixar os incêndios avançarem e tomaram proporções mais drásticas. O CODIS de Coimbra revelou ainda que este ano mantém-se o dispositivo de 2016, tendo havido, contudo, um reforço nas ações de formação, e destacou a colaboração dos militares das Forças Armadas do Exército Português, que vão passar a intervir em ações de rescaldo e de vigilância, libertando os bombeiros para as ações de combate às chamas.

Segundo o comandante, no período mais crítico dos incêndios, a chamada “Fase Charlie” (de 1 de julho a 30 de setembro), o distrito de Coimbra contará, à semelhança do ano passado, com 289 bombeiros, 62 veículos e 125 sapadores florestais, 19 postos de vigia, e terá ao dispor, em termos de meios aéreos, três helicópteros ligeiros, sendo que será sempre possível contar com os meios nacionais. Carlos Luís Tavares adiantou ainda que “em 11 municípios do distrito, existem nove máquinas de rasto”, que contribuem para diminuir o risco de reacendimentos. “Este é um dispositivo de todos e para todos”, concluiu, defendendo ser essencial “manter o cidadão informado” e “fortalecer a atitude de cooperação”.

A última palavra coube ao secretário de Estado da Administração Interna. Jorge Gomes falou do DECIF 2017, o documento que contém as diretrizes nacionais para a estratégia de combate aos incêndios, recordando que a prioridade máxima é que não existam baixas. “As mortes têm de ser iguais a zero. Queremos que todos cheguem a casa como saíram, com saúde”, sublinhou o secretário de Estado. O DECIF 2017 “aposta forte no ataque inicial”, referiu, sendo o objetivo conseguir acionar os meios de combate dentro de dois minutos após o alerta. “O incêndio só ganha dimensões incontroláveis porque quando nasceu não tivemos capacidade de o apagar”, afirmou ainda Jorge Gomes, admitindo, contudo, que existem exceções, casos atípicos.

Jorge Gomes falou ainda da “participação integrada de 1380 militares das Forças Armadas nas operações de rescaldo e vigilância”, que já receberam formação, em Castelo Branco, da decisão de pré-posicionamento das equipas de bombeiros nos distritos com mais incidência de incêndios, como Braga, Viana de Castelo e Vila Real, da existência de uma nova valência, um helicóptero de coordenação, e da aposta na formação dos operacionais.

O secretário de Estado defendeu ainda um envolvimento maior dos municípios que, no seu entender, “têm sido a grande âncora do sistema de proteção civil” e do envolvimento dos presidentes das Juntas e Uniões de Freguesia, pela sua proximidade com a população e conhecimento da área geográfica. “Ninguém conhece melhor a população e o terreno do que os presidentes de Junta”, referiu, adiantando que já foi realizado um protocolo com a Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) e que já houve, inclusive, ações de formação.

“Portugal sem fogos depende de todos nós”, concluiu o secretário de Estado, apelando à colaboração de todos para fazer frente ao flagelo dos incêndios. 

 

O presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Manuel Machado, assinou hoje, na Sala de Despacho Privado dos Paços do Município, dois autos de expropriação amigável de terrenos. Um dos autos refere-se ao prédio rústico, designado por Parcela 229, com uma área de 1918 m2, situado em Fonte da Caçoila, União de Freguesias de Assafarge e Antanhol, inscrito na matriz predial rústica com o artigo 1668 e é destinado à edificação do “Parque Tecnológico de Coimbra – 2.ª fase - Zona 2, conforme publicação em Diário da república n.º 58, II Série, de 22 de Março de 2013, e Aviso nº 4209/2013 da declaração de utilidade pública. 

Além do presidente da CMC, estiveram presentes na assinatura deste auto Augusto Maria Firmo David Mendes, Ana Maria David Mano Mendes, Lúcia Emanuel David Mano Mendes, Joana Gabriela David Mano Mendes, Pedro André David Mano Mendes, Maria do Carmo David Mano Mendes e Fernando António Carvalho Silvestre. A expropriação amigável do mencionado terreno realizou-se mediante o pagamento, pelo município de Coimbra aos segundos outorgantes, de 7919,40 euros.

A assinatura de um segundo auto reporta ao prédio rústico designado por Parcela 39, com uma área de 1797 m2, situado na Quinta da Fonte da Telha, São Romão, Freguesia de Santo António dos Olivais, inscrito na matriz predial rústica com o artigo 2648, destinado à construção da “Circular Externa – 3.º Troço, com início ao Km 1+525”, conforme publicação em Diário da república n.º 56, II Série, de 7 de Março de 2002. 

Armando Ferrão Melo e Leonor da Anunciação Campos Melo, ex-proprietários da citada parcela, estiveram presentes no ato, na qualidade de, respetivamente, segundo e terceiro outorgantes. O Município de Coimbra acordou amigavelmente concretizar a expropriação, pelo valor de 17.926,80 euros. O montante já foi liquidado em 2002, mas o auto de expropriação amigável não foi então assinado, pelo que agora tudo ficou devidamente formalizado. 

 

A Câmara Municipal de Coimbra (CMC) iniciou, no dia 29 de março, um novo ciclo de palestras, denominado “Canção de Coimbra: Memórias e Testemunhos”, no Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra. O primeiro convidado desta segunda série, Pedro Lopes (viola, com carreira iniciada nos anos 90), afirmou “que é importante pensar a Canção de Coimbra e o que se vai fazer bem e o que se vai fazer mal”. Para Pedro Lopes, “não se pode estar na canção de Coimbra sem se saber o que é a Canção de Coimbra”.

O músico abordou o facto de que o ambiente que envolve a cidade, com a constante entrada de pessoas, essencialmente estudantes, que ficam pouco tempo por cá, não ajuda em nada as secções da Associação Académica de Coimbra e o fado ressente-se disso. 

Como referiu o orador, a CMC e a Universidade deviam olhar com outros olhos para a canção de Coimbra, já que, num estudo efetuado em 2005, ela é a segunda marca, depois da universidade, referida por estrangeiros, relativamente a Coimbra. “Não lhe é dado o devido tratamento. Como é que a cidade não ajuda esta marca e a trabalha para o bem da cidade?”, questionou.

Falando dos cultores do género musical coimbrão, Pedro Lopes afirmou que estes “não têm sabido desenvolver todas as características que estão inerentes à Canção de Coimbra”. “Tem de haver uma seriedade mais profunda na Canção de Coimbra. Tem de haver sedução”, rematou. Como referiu, a serenata monumental é o ponto alto da carreira de qualquer músico em Coimbra. “Isto tem um lado positivo, mas tem também um lado bastante negativo, pois o grande objetivo do músico estabelece-se aí, e quem toca na serenata não está muitas vezes bem preparado”.

Abordando os anos 1990, Pedro Lopes deixou o elogio a essa geração “que pode ficar na história”. O músico mostrou-se defensor dos novos espaços comerciais que Coimbra tem visto nascer, e que promovem a Canção de Coimbra, pois, como explicou, esta é uma forma de profissionalizar os músicos, que podem fazer disso a sua vida, tendo mais tempo para ensaiar e criar. ”São espaços fundamentais para fazer crescer a Canção de Coimbra”, concluiu.

Grande preocupação deixada no ar por Pedro Lopes é o facto de haver “muita gente preocupada em dar às pessoas o que elas querem ouvir” sem haver preocupação com a mensagem. E de seguida o interveniente levantou a questão de que, “na atualidade, os grupos não são maiores do que a soma das partes”. Existem bons executantes, bons guitarristas e bons cantores, mas depois ao ouvir o conjunto “são sempre menos do que a soma das partes”, pormenorizou, acrescentando ”que se devem esbater os egos”. 

No final Pedro Lopes apontou alguns caminhos futuros. Para ele é importante definir bem o papel da guitarra e da viola. Quanto aos cantores, eles devem saber dizer melhor os textos. Terminou dizendo: ”deve chegar-se ao público com sedução”.

A CMC iniciou assim o segundo ciclo de palestras dedicadas à Canção de Coimbra, depois do sucesso obtido com o primeiro ciclo, intitulado “Canção de Coimbra: Cultores e Repertórios”. O novo ciclo, “Canção de Coimbra: Memórias e Testemunhos”, decorrerá até novembro próximo, à exceção de agosto, sempre na última quarta-feira do mês, às 18h30. 

Esta quarta- feira, o Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra da CMC (situado na Torre de Anto) recebeu Pedro Lopes (viola – anos 90), para uma conversa, na qual deu testemunho do seu tempo de inclusão estudantil na Canção de Coimbra, do seu contributo, assim como da sua análise aos tempos atuais.

Pedro Lopes tem a sua infância intimamente ligada à guitarra clássica. Iniciou-se como viola de fado de Coimbra em 1988 e, em Coimbra, foram várias as associações onde ensinou música (guitarra clássica). Pedro Lopes foi presidente da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra em 1998. 

Ao logo dos anos tem participado em diversos projetos musicais e trabalhos discográficos, que têm permitido divulgar a Canção de Coimbra, destacando-se a idealização do “1.º Mês do Fado de Coimbra “ (1998), a dinamização do Coro Masculino da Secção de Fado Schola Cantorum (1998) e a idealização, organização e direção do Centro Cultural àCapella, Coimbra (2003). 

Foi, ainda, promotor do projeto Rio de Fado, Coimbra (2008), é músico convidado pelo coro Alma de Coimbra (desde 2008), principal promotor do projeto Guitarras do Meu País (2010) e, mais recentemente, foi músico do projeto Pensão Flor (2012 - 2015).

Os critérios subjacentes à escolha dos oradores envolvidos no renovado ciclo tiveram como prévias considerações o facto de, para além de não haver repetição dos oradores da edição anterior, ter-se optado por cultores que começaram por envolver-se na Canção de Coimbra há 40, 30 e 20 anos, ou seja, de finais da década de 1970 até hoje. 

Trata-se de um intervalo de tempo razoável para que a distância não turve a objetividade e a cronologia dos factos, aproximando-nos dos tempos atuais, pois alguns dos cultores da presente edição estão envolvidos no circuito atual de promoção da Canção de Coimbra para turistas, o que poderá trazer mais público ao ciclo de conversas organizado pela CMC.

Esta foi a primeira sessão do ciclo “Canção de Coimbra: Memórias e Testemunhos”. Um total de oito palestras, organizadas pela CMC, com o objetivo de promover este género musical enraizado na cultura urbana da cidade e que projetou o nome de Coimbra para o mundo. A próxima palestra terá como orador o cantor Nuno Silva (anos 90). Uma iniciativa de entrada livre, que está marcada para quarta, dia 26 de abril, pelas 18h30, na Torre de Anto.

 

O Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra da Câmara Municipal de Coimbra (situado na Torre de Anto) recebeu, esta quarta- feira, Nuno Silva (cantor que se iniciou nos anos 90) para uma conversa, na qual deu testemunho do seu tempo de inclusão estudantil na Canção de Coimbra, do seu contributo, assim como da sua análise aos tempos atuais. Nuno Silva afirmou que o “amadorismo está inerente ao que se faz em Coimbra”, por dois fatores, “porque o fazemos com amor e porque o fazemos em part-time”.

A conversa com Nuno Silva integrou o novo ciclo de palestras da CMC, denominado “Canção de Coimbra: Memórias e Testemunhos”. Trata-se do segundo ciclo dedicado a esta temática, depois do sucesso obtido com o primeiro ciclo, intitulado “Canção de Coimbra: Cultores e Repertórios”. 

A sessão desta quarta-feira foi aberta e encerrada pelo chefe do Departamento de Cultura, Turismo e Desporto da CMC, Francisco Paz, que deixou algumas notas de como deve ser pensado o futuro da Canção de Coimbra, nomeadamente na sua promoção junto dos turistas que vistam a cidade.

Questão levantada por Nuno Silva e que foi o foco central da salutar discussão que se gerou, é a de tentar perceber o que se quer para o Fado de Coimbra. Como avançou - “queremos que ele seja um produto de massas, um produto para turistas, o que queremos para Coimbra?”

Falando do tempo em que começou a cantar, Nuno Silva recordou que, nesse tempo, a Secção de Fado da AAC era muito concorrida. “Havia muita malta a tocar e a cantar”, lembrou, reforçando que, “nessa altura, havia muito mais gente a participar nos organismos”. Ao contrário do que então sucedia, disse Nuno Silva, “agora forma-se um grupo de fados e só depois é que o cantor vai aprender a cantar”. Para o orador, é necessário “haver um trabalho sério e honesto”. Contudo, Nuno Silva considera que, apesar de alguns contras, em Coimbra existe muita gente boa a tocar e a cantar.

Relatando a sua experiência em atuações fora da nossa cidade, Nuno Silva esclareceu que muitas pessoas não estão habituadas à linguagem do Fado de Coimbra e que, por isso, muitas vezes é visto como um extra terrestre.

Questionado sobre a nova roupagem que se tem dado ao Fado de Coimbra, com a junção de novos instrumentos, Nuno Silva diria que “às vezes vale a pena, outras não”. Mesmo assim, afirmou gostar da renovação do fado e deu o exemplo do Ensemble de Fernando Marques. Já quanto à participação das mulheres na Canção de Coimbra, Nuno Silva mostrou-se contra.

Natural de Viseu, Nuno Silva veio estudar para a Universidade de Coimbra, frequentando o curso Engenharia Eletrotécnica e ingressando no Orfeon Académico de Coimbra, no qual descobriu o gosto pelo Canto. No Conservatório de Música de Coimbra, iniciou os seus estudos de Canto com a professora Cristina Aguiar, prosseguindo com a professora Isabel Melo e Silva e realizando exame final de Canto com 19 valores. 

Desde 1998 que se dedica à Canção de Coimbra, tendo atuado nas mais variadas salas de Portugal e estrangeiro e tendo participado em vários concursos de canto. Como cantor interpretou os mais variados papéis em óperas, tais como Aeneas, na ópera “Dido e Aeneas”, e Orfeu, na ópera “Orfeu e Euridice”. No ano 2000, integrou o grupo de fados “Romance”, realizando inúmeros espetáculos em Portugal e estrangeiro. 

Colaborou em várias ocasiões com a Estudantina Universitária de Coimbra, arrecadando vários prémios de solista em festivais nacionais. Foi membro fundador do coro masculino Schola Cantorum, da Secção de Fado da AAC. É membro do Coro dos Antigos Orfeonistas, do Orfeon Académico de Coimbra e sócio do Centro Cultural e Casa de Fados àCapella. É, desde 2013, professor de Canto, na Escola de Música dos Antigos Orfeonistas. 

Ao longo dos anos tem participado em diversos projetos discográficos, que têm permitido divulgar e promover a canção de Coimbra. De entre esses projetos destacam-se a idealização do “Baladas dos Anos 90” – AAC – Secção de Fado (2000), o CD duplo "Romance-canção e guitarra de Coimbra", lançado no âmbito de Coimbra Capital da Cultura (2003), o CD "Cantar Coimbra 2" do Coro dos antigos Orfeonistas de Coimbra e Orquestra clássica do Centro (2008), o CD duplo "100 Anos do Fado" do Coro dos Antigos Orfeonistas de Coimbra (2008), o CD "Acapella" Fados de Coimbra (2009), o CD “Cordis 2” – interpretação de um tema cantado – “Hora de Nós” (2014), o DVD Cordis, com interpretação de temas cantados (2015), o CD (des)Encontros – Fernando Marques Ensemble (2017).

O novo ciclo de palestras “Canção de Coimbra: Memórias e Testemunhos” decorrerá até novembro próximo, à exceção de agosto, sempre na última quarta-feira do mês, às 18h30.

Os critérios subjacentes à escolha dos oradores envolvidos no renovado ciclo tiveram como prévias considerações o facto de, para além de não haver repetição dos oradores da edição anterior, ter-se optado por cultores que começaram por envolver-se na Canção de Coimbra há 40, 30 e 20 anos, ou seja, de finais da década de 70 até hoje. 

Trata-se de um intervalo de tempo razoável para que a distância não turve a objetividade e a cronologia dos factos, aproximando-nos dos tempos atuais, pois alguns dos cultores da presente edição estão envolvidos no circuito atual de promoção da Canção de Coimbra para turistas, o que poderá trazer mais público ao ciclo de conversas organizado pela CMC.

Depois de 26 de abril, a calendarização do ciclo de palestras “Canção de Coimbra: Memórias e Testemunhos” para 2017 é a seguinte: 31 de maio – António Vicente (Guitarra de Coimbra – anos 80); 28 de junho – João Moura (Guitarra de Coimbra – anos 70/80); 26 de julho – Fernando Monteiro (Guitarra de Coimbra – anos 70/80); 27 de setembro – Ricardo Dias (Guitarra de Coimbra – anos 90); 25 de outubro – José Rabaça (Guitarra de Coimbra – anos 80); 29 de novembro – Luís Alvéolos (Cantor – anos 90).

 

 

 

Designação do projeto |“Aquisição de Viatura Tanque Tático Florestal para combate a incêndios florestais, para a CBS de Coimbra”;

Código do projeto | POSEUR-02-1810-FC-000145

Objetivo principal | Promover a adaptação às alterações climáticas e a prevenção e gestão de riscos

Região de intervenção | Centro – Região de Coimbra

Entidade beneficiária | Município de Coimbra

Data de aprovação | 28.03.2017

Data de início | 01.06.2017

Data de conclusão | 28.02.2018

Custo total elegível | 163.500,00 €

Apoio financeiro da União Europeia | Fundo de Coesão (70%) – 114.450,00 €;

Objetivos, atividades e resultados esperados/atingidos | Esta intervenção é composta por uma componente, nomeadamente, “Aquisição de uma viatura tanque tático florestal (VTTF)”.

A presente intervenção consiste na aquisição de uma Viatura Tanque Tático Florestal (VTTF) para substituir uma viatura existente na Companhia de Bombeiros Sapadores de Coimbra (CBS) e se cumpra o dispositivo mínimo de segurança previsto no Dispositivo de Combate a Incêndios Florestais (DECIF).

Com a presente aprovação haverá que cumprir os seguintes indicadores de realização e de resultado:

-    Indicador de realização: População que beneficia de proteção contra incêndios florestais – 143.396 pessoas;

-    Indicador de realização: Veículos Operacionais de Proteção e Socorro – 1;

-    Indicador de realização: Grau de cumprimento do Dispositivo de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) e no Programa Operacional de Combate a Incêndios Florestais (POCIF) – 100,00 %;

-    Indicador de resultado: redução percentual do tempo de resposta às ocorrências de incêndios florestais: 10,27 %.

A presente candidatura surge na sequência da decisão da aprovação pela Comissão Diretiva do POSEUR, em 28.03.2017 e respetivo Termo de Aceitação assinado em 19.04.2017.

A Câmara Municipal de Coimbra espera que a ligação entre a Alta de Coimbra e Santa Clara, pela Mata do Jardim Botânico, esteja concluída antes do verão, afirmou hoje o presidente da autarquia, Manuel Machado.

A linha, que vai ser servida por dois miniautocarros híbridos (diesel/elétrico) e descapotáveis, "está praticamente concluída", disse Manuel Machado, que falava aos jornalistas durante a apresentação dos dois veículos que vão fazer o percurso pelo Botânico e de outros três miniautocarros. Os cinco vão reforçar a frota dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC).

O percurso vai fazer uma ligação que passa pelo Parque Verde e parques de estacionamento que existem nessa zona ribeirinha com o Polo I da Universidade de Coimbra, explanou.

Os autocarros vão circular "num horário de sol a sol" (o Jardim Botânico fecha os portões à noite por razões de segurança), permitindo "a circulação das pessoas, visando atraí-las para estacionar o seu automóvel nos sítios de aparcamento disponíveis na zona ribeirinha e depois irem para o trabalho ou para uma visita no Polo I da universidade", referiu Manuel Machado.

Manuel Machado frisou que o preço (igual ao de uma viagem normal nos SMTUC) será o mesmo para visitantes e residentes naquela que será uma "ligação extremamente rápida" à Alta de Coimbra.

O projeto, vincou, visa "reduzir a pressão automóvel no Polo I, que não tem condições para acolher tantas viaturas".

De acordo com o autarca, a intervenção foi interrompida face à necessidade de prospeção arqueológica numa parte do percurso, cujos trabalhos já terminaram, sendo só necessário agora "a reposição dos pavimentos para que haja circulação" dos dois miniautocarros, que têm uma lotação de 35 lugares cada e podem levar uma cadeira de rodas. Os dois novos miniautocarros híbridos e descapotáveis custaram 243 mil euros à CMC. 

Para além da apresentação destes dois veículos, que decorreu à frente dos Paços do Município, foram ainda apresentados três miniautocarros convencionais.

Essas três viaturas estão integradas num total de sete miniautocarros adquiridos pela Câmara por 418 mil euros que vão ser utilizados para circuitos e horários com menor procura.

No corrente ano está ainda prevista a entrega dos restantes quatro miniautocarros comprados pela autarquia, informou o município.

Lusa/CMC

 

O grande auditório do Convento São Francisco (CSF) recebe, no próximo dia 2 de maio, pelas 21h30, um concerto da Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública (PSP), oferecido ao Município de Coimbra por ocasião do 139.º aniversário da PSP de Coimbra. O espetáculo conta com o alto patrocínio da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) e a participação especial da fadista Joana Amendoeira e do Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra (UC).

Na conferência de imprensa de apresentação do espetáculo, que decorreu hoje, na Unidade de Comando Distrital da PSP, a vereadora da Cultura da CMC, Carina Gomes, afirmou que a “qualidade de todos os intervenientes” antecipam o que, na sua opinião, será um “concerto magnífico”. No encontro com os jornalistas, estiveram também presentes o comandante da PSP de Coimbra, Pedro Teles, o presidente do Coro dos Antigos Orfeonistas da UC, Santos Cabral, e respetivo o maestro, Virgílio Caseiro.

“Não é a primeira vez, nem será certamente a última que a Câmara Municipal de Coimbra se associa à PSP, nestas comemorações”, salientou a autarca, garantindo que o Município tem “trabalhado com as instituições da sociedade civil e também com as instituições militares”, incluído “as forças de segurança da nossa cidade, de maneira a transformar cada vez mais a nossa cidade numa verdadeira comunidade de vizinhos”. 

Segundo Carina Gomes, é importante que “as várias entidades trabalhem de forma articulada e acertada (…) no âmbito das suas competências”, sublinhou.

A edil alertou para o facto de o levantamento dos bilhetes, gratuitos, ter de ser efetuado presencialmente. Para o efeito, os interessados deverão dirigir-se, a partir das 15h00 de hoje, à bilheteira do CSF (máx. 4 bilhetes por pessoa). 

O comandante da PSP de Coimbra, Pedro Teles, agradeceu o total apoio da autarquia, salientando que a Banda Sinfónica da PSP proporcionará um espetáculo “de nível ainda mais elevado com a presença do Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra e, também, da fadista Joana Amendoeira”. Trata-se de uma forma de comemorar o 139.º aniversário da “polícia mais antiga de Coimbra ao serviço do cidadão”, como destacou Pedro Teles.

A Banda Sinfónica da PSP teve origem num agrupamento de elementos policiais com conhecimentos de música que pertenciam ao então Comando Distrital da PSP de Lisboa - atual Comando Metropolitano. A partir de 1979, sob a chefia do major Silvério de Campos, aquele agrupamento evolui para um estádio de absoluto desenvolvimento artístico, o que permitiu concretizar a realização de um velho sonho de todo o pessoal da PSP - integrar no seu efetivo uma Banda Sinfónica oficial.

Programa
Banda Sinfónica da PSP
Comissário Ferreira Brito (Maestro)
Coro dos Antigos Orfeonistas da UC
Virgílio Caseiro (Maestro)
Joana Amendoeira

 

O vereador do Desporto da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Carlos Cidade, participou hoje na abertura do 1.º Encontro de Atividades Aquáticas da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA) – Coimbra, que está a decorrer nas piscinas municipais Luís Lopes da Conceição, em São Martinho do Bispo. Este encontro é uma organização da APPDA, em parceria com a Associação Nacional de Desporto para o Desenvolvimento Intelectual (ANDDI), e conta com o apoio da CMC.

O vereador Carlos Cidade mostrou-se satisfeito pelas piscinas municipais Luís Lopes da Conceição acolherem este encontro. Como disse, para a CMC este é o ano da participação, no que ao desporto diz respeito. “Todos têm direito a participar”, incitou. Já Elsa Vieira, presidente da APPDA, deixou votos para que todos consigam expressar o seu melhor, referindo também que “o importante é participar”.

Neste 1.º encontro participam várias instituições associadas da ANDDI. Nas piscinas municipais Luís Lopes da Conceição estão a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Coimbra – São Silvestre; a Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento do Autismo de Coimbra; o Centro de Educação Especial e Integração de Alcobaça; a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Coimbra – Unidade Funcional da Tocha e a Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra

A APPDA, organizadora do evento, é uma instituição que há mais de 20 anos dedica toda a atenção a pessoas portadoras de deficiência. A APPDA espera que este encontro possa ganhar raízes e contribuir para a realização de futuras edições, destacando Coimbra no mapa nacional destas atividades.




 

O vereador do Desporto da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Carlos Cidade, marcou presença na cerimónia de entrega de prémios do XXXIII Torneio de Natação Shigeo Tsukagoshi que decorreu, este sábado, no Centro Olímpico de Piscinas Municipais. 

O torneio é uma organização do Clube Náutico de Coimbra (CNC), em parceria com a CMC. 

O XXXIII Torneio Shigeo Tsukagoshi reuniu, no Centro Olímpico de Piscinas Municipais, 236 atletas (127 masculinos e 109 femininos) de 19 clubes. A competição incluiu desporto adaptado. 

Por equipas, em primeiro lugar ficou o Náutico, o segundo lugar coube ao Sporting Clube de Portugal e ao terceiro lugar do pódio subiu o Grupo Desportivo de Natação de Vila Nova de Famalicão.

Os resultados do torneio podem ser consultados aqui. A competição esteve dividida em quatro categorias. A saber: categoria 1 - cadetes A e B (extra competição); categoria 2 – infantis; categoria 3 – juvenis e categoria 4 - juniores e seniores. Houve ainda provas de estafetas.

 

“Camilo Castelo Branco: Leis da Alma, Imperativos do Estômago” é o título da conferência que Maria Eduarda Santos (professora coordenadora do Instituto Politécnico de Castelo Branco) proferirá, na próxima sexta-feira, 28 de abril, no âmbito do ciclo “Sabores da Escrita”, seguida de um jantar temático que liga a escrita camiliana à gastronomia da época.

Sobre a conferência, com entrada livre e início marcado para as 20h00, Maria Eduarda Santos, também membro do Centro de Literatura Portuguesa (CLP) da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, considera que, numa primeira leitura, talvez Camilo Castelo Branco não surja como o exemplo inequívoco de um escritor onde a gastronomia e a convivialidade que lhe é inerente constituam a temática central dos enredos narrativos, dos textos teatrais ou dos poemas de sua lavra. No entanto, como autor cuja vida decorreu entre 1825 e 1890, período de que pretendeu esboçar os traços mais marcantes dos costumes portugueses, não há dúvida de que os apontamentos acerca das iguarias com as quais as suas personagens se deleitavam, constitui um interessante contributo do que se pode designar por consciência patrimonial na gastronomia lusa.

A iniciativa, organizada pela Câmara Municipal de Coimbra, em parceria com os Serviços de Ação Social da Universidade de Coimbra (SASUC) e a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (através do Projeto DIAITA – Património Alimentar da Lusofonia, e do Doutoramento em Patrimónios Alimentares: Culturas e Identidades), integra, além da conferência, um jantar confecionado e servido pelos Serviços de Ação Social da Universidade de Coimbra.

A partilha dos saberes e sabores culimará na Sala de Jantar da Casa da Escrita, onde terá lugar o jantar temático, enriquecido com apontamentos cénicos, pela Cooperativa Bonifrates.

Da ementa, confecionada sob coordenação do chef Luís Lavrador (SASUC) consta, como antepasto, pão, requeijão, presunto de Lamego ou Melgaço, queijo chester ou flamengo, sardinhas de escabeche, bacalhau frito com ovos e camarões, bolinhos de bacalhau, salmão, pescada frita com ovos e "pincheis de verdasco". 

O prato principal (pasto) é composto por caldo de galinha, pato assado com arroz de forno e ervilhas e vinho de Setúbal e do Douro. À sobremesa (sobrepasto) serão servidos marmelada, pastéis de Santa Clara, rabanadas de mel, arroz doce, ovos de fio, rosca de pão-de-ló, licores de canela e Vinho do Porto. No final, é servido café com biscoitos de Avintes.

A adesão ao jantar requer inscrição prévia, presencialmente, na Casa Municipal da Cultura, à Rua Pedro Monteiro (informações através do telefone 239 702 630), com custo no valor de 15 euros/pessoa e de 7,50 euros para crianças dos 6 aos 12 anos. É de acesso gratuito a crianças até aos 5 anos de idade. O pagamento deverá ser feito no ato de inscrição, limitadas a 50 lugares.

Maria Eduarda Borges dos Santos | Breves notas curriculares

É professora coordenadora do Instituto Politécnico de Castelo Branco e integra o Centro de Literatura Portuguesa (CLP) da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). É licenciada e mestre pela mesma faculdade, com tese de mestrado subordinada ao tema “Do diálogo ao dialogismo na novela camiliana”.

É doutorada em Literatura Portuguesa pela Universidade de Salamanca com a tese “Da identidade feminina na ficção portuguesa de Oitocentos: voz(es) de mulher, perspetiva(s) de autor.”

Colaborou, entre outros, na História da Literatura Portuguesa, coordenada por Carlos Reis, no volume dedicado ao Realismo e Naturalismo; na Biblos. Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua Portuguesa, com direção de José Cardoso Bernardes, e no Dicionário de Personagens da Ficção Portuguesa, dinamizado grupo de investigação Figuras da Ficção do CLP.


O ciclo “Sabores da Escrita” decorrerá até junho, prevendo-se as seguintes temáticas:

26 de maio | "Gula, glutões e luxúria no Barroco: Frei Lucas de Santa Catarina, Gregório de Matos e outros mais", por Paulo Silva Pereira (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

30 de junho | "É um almoço, essa mulherzinha!. Condição feminina, gastronomia e imaginários masculinos nos finais do século XIX”, por Irene Vaquinhas (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra).